As atrizes norte-americanas Felicity Huffman e Lori Loughlin estão acusadas, juntamente com outras 46 pessoas, de estarem envolvidas num esquema de compra de vagas em algumas das melhores universidades dos Estados Unidos, que envolve cerca de 25 milhões de dólares. O objetivo era garantir a entrada dos filhos nas instituições.

Para isso, subornavam treinadores universitários, com valores entre 200 mil e seis milhões de dólares, para que incluissem os seus filhos nas listas de atletas recrutados pelas universidades, independentemente da habilidade ou experiência. 

Em causa estão universidades como Yale, Wake Forest, Stanford, Georgetown, Universidade do Sul da Califórnia e Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Entre os acusados, há vários treinadores universitários. E a investigação avançou quando um deles, um ex-treinador de futebol da Universidade de Yale, se declarou como culpado e ajudou as autoridades a descobrir mais pormenores sobre o esquema.

A atriz Lori Loughlin, que entra na série "Full House", e o marido, o designer Mossimo Giannulli, estão acusados de pagar 500 mil dólares à Universidade do Sul da Califórnia para que as duas filhas entrassem na universidade como elementos da equipa de futebol americano. Os documentos consultados pelas autoridades, refere a AP, comprovam que foi esse o motivo de admissão das duas alunas. Mas a verdade é que as raparigas nunca integraram a equipa.

Já Felicity Huffman, que ficou conhecida na série "Donas de Casa Desesperadas", é suspeita de ter pago 15 mil dólares, que disfarçou como uma doação de caridade, para que a filha fosse admitida numa das faculdades frequentadas pela elite norte-americana.

Um dos membros do esquema, que está a ajudar as autoridades na investigação, contou que se encontrou com Felicity Huffman e o marido, o ator William H. Macy, na casa onde vivem, em Los Angeles, e explicou em que consistia o golpe. Segundo a testemunha, o casal concordou com o plano.