Molly Gibson tem apenas um mês de idade, mas poderia ter nascido a qualquer altura nos últimos 27 anos. O embrião da bebé foi congelado em outubro de 1992 e assim permaneceu até fevereiro deste ano, quando Tina e Bem Gibson adotaram o embrião.

A bebé bateu o recorde de embrião congelado mais antigo a resultar num nascimento. A anterior marca pertencia à irmã mais velha, Emma. No entanto, para os pais, a marca pouco importa.

Quando Emma nasceu, ficámos completamente apaixonados por ter um bebé”, afirmou Tina Gibson à CNN, esta terça-feira. “Com a Molly, sentimo-nos da mesma forma. É até engraçado – lá vamos nós bater outro recorde mundial.”

Gibson ficou grávida de Emma e Molly com recurso a uma organização não-governamental de Knoxville, nos EUA, que guarda embriões congelados in vitro para pessoas que ainda não decidiram ter filhos. As famílias podem adotar embriões não utilizados, que são transferidos para o útero da mãe adotiva.

Em 2017, o casal já tinha feito manchetes ao bater o recorde com o nascimento de Emma, cujo embrião tinha 24 anos.

O segundo embrião adotado pelos Gibsons não foi descongelado e transferido para o útero de Tina até fevereiro de 2020. A mulher contou que recebeu a notícia de que estava grávida pouco tempo antes de a pandemia de covid-19 ser declarada.

Ela tem sido definitivamente uma pequena faísca de alegria em 2020”, afirmou. “Todos os dias, o meu marido e eu conversamos sobre isto. Consegues acreditar que não temos uma filha, mas duas? Acreditas que somos pais de vários filhos?”

O casal revelou em 2017, pouco depois do nascimento da primeira filha, que lutou contra a infertilidade. Os dois pensaram em recorrer ao processo de adoção tradicional, mas depois de os pais de Tina terem apelado a que investigassem o processo de adoção de embriões, o casal acabou por mudar de estratégia.

Pensaria que durante a gravidez ficaria acostumada a isto, mas ainda estou completamente encantada de elas serem nossas”.