Uma fração das principais avenidas de Washington, capital dos Estados Unidos, que tem sido o palco dos protestos anti-raciais dos últimos dias e que termina na Casa Branca, foi renomeada na sexta-feira de Black Lives Matter Plaza.

Esta foi uma medida da autarca de Washington, Muriel Bowser, dias depois do presidente Donald Trump ter ordenado, no mesmo lugar, a retirada de manifestantes pacíficos que protestavam contra a morte de George Floyd.

O mural, pintado no chão de dois quarteirões em letras amarelas, foi apresentado pela própria autarca, que também exige a Trump que retire os soldados federais das ruas de Washington.

Esta resposta desafiadora, mas em grande parte simbólica, acontece quando são esperados mais protestos em Washington para este fim de semana.

 

Como habitantes de Washington, todos nós apenas queremos estar aqui juntos, em paz, para demonstrar que na América é possível prostestar pacificamente, fazer queixas ao governo e exigir mudanças, disse Muriel Bowser, citada pela BBC.

Os Estados Unidos vivem dias de grandes manifestações contra a violência policial e o racismo, após a morte do afro-americano George Floyd às mãos da polícia. As manifestações começaram em Minneapolis, mas depressa alastraram a várias cidades norte-americanas.

As manifestações atravessaram fronteiras e continentes e, em várias cidades europeias, empunharam-se cartazes com os slogans “As Vidas Negras Importam” e “Não consigo respirar” (estas foras as últimas palavras de George Floyd antes de morrer, asfixiado por um polícia)

Mais de 10.000 pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em segundo grau e de homicídio involuntário. Os três outros agentes foram, entretanto, acusados por cumplicidade. O julgamento começa segunda-feira.

Rafaela Laja