O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, reafirmou esta sexta-feira, momentos depois da saída oficial do Reino Unido da União Europeia, o desejo de reforçar as relações bilaterais com Londres.

"Vamos continuar a reforçar as nossas relações, já robustas, produtivas e prósperas com o Reino Unido no momento que este país abre um novo capítulo”, escreveu Mike Pompeo na rede social Twitter.

O "casamento" de 47 anos entre o Reino Unido e a União Europeia chegou hoje ao fim, eram 23:00 em Londres (mesma hora em Lisboa), seguindo-se agora um período de transição que vigorará até 31 de dezembro.

A mensagem de Mike Pompeo segue-se às declarações que fez na véspera, em Londres, durante uma visita de trabalho que efetuou à capital britânica.

Na ocasião, o secretário de Estado norte-americano disse que os EUA e o Reino Unido manterão e irão apurar o seu relacionamento especial, após o ‘Brexit’, apesar de divergências.

Durante a sua visita a Londres, Pompeo disse que nem mesmo as divergências sobre a decisão britânica de permitir que a empresa chinesa Huawei participe no desenvolvimento na rede 5G no Reino Unido irão ser obstáculo a esse “relacionamento profundo”.

O chefe da diplomacia norte-americana reiterou o alerta sobre os riscos de permitir que a empresa tecnológica Huawei entre nas redes de telecomunicações 5G, invocando a sua dependência face ao Governo de Pequim e a vulnerabilidade destas redes a intrusões informáticas.

Contudo, na quinta-feira, Pompeo frisou que nem essas preocupações irão interpor-se no desígnio de melhorar o relacionamento entre os dois países.

“Este relacionamento é profundo. É forte. Permanecerá”, concluiu Pompeo, durante um evento em que esteve com o seu homólogo britânico, Dominic Raab.

O período de transição que se segue à saída da União Europeia começa a contar a partir de agora e vai até 31 de dezembro de 2020, durante o qual o Reino Unido continua a respeitar as normas europeias a fazer parte do mercado único europeu.

Designado oficialmente por Período de Implementação, mantém na prática o Reino Unido dentro do mercado único, estando obrigado a respeitar as regras europeias, mas sem estar representado nas instituições de Bruxelas nem participar nas decisões.

O objetivo é evitar uma mudança repentina, dando tempo a que empresas e cidadãos se adaptem.

As negociações, oficialmente, só deverão começar em março, e os termos ficaram definidos na declaração política que acompanha o Acordo de Saída negociado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson.

/ RL