O governo chinês considerou esta quinta-feira que a decisão dos Estados Unidos de revogar as autorizações de residência de cerca de mil estudantes chineses equivale a "perseguição política e discriminação racial".

O secretário da Segurança Interna norte-americano, Chad Wolf, anunciou na quarta-feira o bloqueio dos vistos para "certos estudantes do ensino superior e investigadores chineses" ligados às forças armadas do país asiático, visando impedir que tenham acesso a tecnologia sensível.

A China abusa de "vistos para estudantes como forma de explorar o meio académico norte-americano", disse Wolf.

Posteriormente, um porta-voz do Departamento de Estado estimou em mil o número de vistos a serem revogados.

Zhao disse que a medida prejudica os "direitos e interesses legítimos dos estudantes chineses nos EUA".

Trata-se de perseguição política e discriminação racial, e uma violação séria dos direitos humanos dos estudantes chineses", disse Zhao.

As relações entre os EUA e a China atingiram o seu ponto mais baixo em décadas, com disputas sobre o comércio, tecnologia, direitos humanos ou a influência no leste da Ásia.

O governo de Donald Trump acusou ainda jornalistas que trabalham para a imprensa estatal chinesa nos EUA de difundirem a propaganda do regime chinês e servirem como espiões.

Os estudantes chineses constituem o maior grupo de estudantes estrangeiros nas faculdades e universidades norte-americanas. No total, são mais de 350 mil.

/ AG