O presidente dos Estados Unidos está a considerar dar um perdão a Edward Snowden, o antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, na sigla original) que está fugido às autoridades desde 2013, ano em que divulgou vários documentos dos serviços secretos daquele país.

Agora, numa conferência de imprensa dada a partir de um clube de golfe no estado de Nova Jérsia, Donald Trump admite analisar o assunto: "Vou começar a olhar para isso", disse, em declarações reproduzidas pela agência Reuters.

Estas declarações surgem depois de uma entrevista ao The New York Post, na qual já admitia que o tratamento a Edward Snowden poderia não ser o mais correto.

Edward Snowden revelou, em 2013, a existência de um sistema de vigilância mundial de comunicações e de internet, tendo sido acusado pelos Estados Unidos de espionagem e apropriação de segredos de estado. Desde então que é procurado pelas autoridades norte-americanas, que procuram acusá-lo de espionagem. Atualmente vive na Rússia, onde se encontra sob asilo político.

Em declarações à agência RIA, o advogado do antigo funcionário da NSA, Anatoly Kucherena, afirmou que o perdão não chega, e a defesa quer garantias de que todas as acuasções contra Edward Snowden vão cair.

Ele não estava a agir apenas segundo o interesse dos cidadãos norte-americanos, mas também com base no interesse de toda a Humanidade", disse.

Quando o caso de Edward Snowden foi conhecido, Donald Trump, que ainda não era presidente, chegou a afirmar que o suspeito devia ser executado pelos seus atos.

António Guimarães