A Agência de Segurança de Infraestruturas e de Cibersegurança (CISA, na sigla original) afirmou esta quinta-feira que as eleições norte-americanas deste ano, que culminaram na eleição de Joe Biden para presidente, foram as mais seguras de sempre. O comunicado da entidade oficial do governo surge na depois de várias alegações de fraude eleitoral por parte do candidato republicano e ainda presidente, Donald Trump.

Segundo o comunicado divulgado pela CISA, e que é assinado pelos principais representantes da organização, "as eleições de 3 de novembro foram as mais seguras da história norte-americana", acrescentando que uma revisão está a ser feita em vários condados e estados do país para duplicar a eficiência do processo eleitoral.

Quando os estados têm eleições renhidas, muitos deles recontam os boletins de voto", afirmou a agência.

A CISA refere ainda que todos os estados têm mecanismos seguros que lhes permitem recriar todos os passos dados para uma recontagem segura dos votos, o que é "um benefício adicional para a segurança e resiliência".

Este processo permite a identificação e correção de quaisquer enganos ou erros. Não existe qualquer evidência de que o sistema de votos tenha apagado, perdido ou modificado votos", acrescenta.

Aquela agência divulgou ainda que foram feitos vários ensaios para garantir a segurança das eleições, tais como a certificação dos equipamentos de voto, que foi feita pela Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos.

Numa clara referência às alegações de Donald Trump, a CISA diz que existem "reinvindicações sem sentido e oportunidades para a desinformação", assegurando que deve haver a máxima confiança por parte dos eleitores no sistema.

Ainda antes de Joe Biden ter sido anunciado como o vencedor das eleições norte-americanas, Donald Trump começou com várias alegações de fraude eleitoral, falando desde cedo em votos "legais" e "ilegais". Uma das lutas do ainda presidente está relacionada com os boletins de voto antecipado, franja eleitoral que deu a vitória ao candidato democrata em estados decisivos como o Wisconsin, Michigan ou Pensilvânia.

Numa altura em que faltam fechar os resultados em alguns estados, Joe Biden está bem acima dos 270 delegados necessários para ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump já disse por mais do que uma vez que vai levar a questão até ao Supremo Tribunal.

António Guimarães