O Serviço Nacional de Parques, agência norte-americana responsável pela gestão dos parques nacionais e outros locais de interesse histórico, cultural e natural, armazenou três depósitos cheios de urânio altamente radioativo na área de visitantes do museu do Grand Canyon, nos Estados Unidos, durante quase vinte anos.

Os barris, com capacidade para cerca de 20 litros cada, foram localizados, de acordo com o gerente da segurança do parque, perto da exposição de taxidermia. Um deles estava tão cheio que não podia ser selado, revelou Elston “Swede” Stephenson num e-mail enviado aos funcionários daquela agência, escreve o Quartz.

Grupos de visita, frequentemente com crianças, costumam passar 30 minutos ou mais junto àquela exibição para demonstrações, o que significa que estiveram expostas às radiações de urânio.

Por razões desconhecidas, os três depósitos cheios de urânio foram transportados para o museu em 2000, vindos de um porão na sede do Grand Canyon Park, descreveu Stephenson. Acabaram por ser descobertos em março do ano passado.

Depois de encontrados, trabalhadores daquele museu moveram-nos para outro lugar, no mesmo edifício, até junho, depois da denúncia do gerente da segurança.

O material foi transportado depois para a mina Orphan, desativada, a cerca de três quilómetros de Grand Canyon Village, uma zona onde vários hotéis e lojas existem e por onde muitos turistas passam quando visitam aquela região.

Segundo o AZ Central, os barris, vazios, voltaram a ser reencontrados no museu em novembro de 2018. As autoridades abriram uma investigação para apurar responsabilidades acerca deste caso.