A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou na terça-feira o aumento do limite da dívida pública federal, com a votação a seguir as linhas partidárias, por 219 votos contra 206.

Esta aprovação, depois da do Senado, afasta temporariamente o cenário de os EUA entrarem em inédito incumprimento, por incapacidade de obtenção de financiamento para o serviço da dívida, o que dizimaria a sua economia e teria ondas de choque no mundo.

O facto de este aumento do limite estar delimitado no tempo até ao início de dezembro, significa que o problema vai voltar a colocar-se antes do final do ano.

O aumento, de 480 mil milhões de dólares (416 mil milhões de euros), que eleva a divida para 28,9 biliões de dólares (cerca de 25 biliões de euros), tinha sido aprovado no Senado, na semana passada, também segundo linhas partidárias, por 50 votos contra 48.

O presidente Joe Biden pode assinar a lei esta semana.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, tinha avisado que as medidas de recurso para evitar o incumprimento esgotar-se-iam na segunda-feira, dia a partir do qual seria incapaz de cumprir os compromissos financeiros do governo.

Um incumprimento teria profundas consequências nos mercados financeiros internacionais, que assentam na confiança oferecida pela dívida pública dos EUA.

O aumento do limite da dívida pública federal ocorre várias vezes nos Estados Unidos, sendo uma forma de o governo cumprir com os compromissos estabelecidos.

/ AG