Os Estados Unidos adicionaram esta sexta-feira quatro empresas chinesas a uma lista negra que limita o acesso à tecnologia e capital norte-americano, parte de uma prolongada guerra comercial e tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.

O anúncio soma-se a outras medidas adotadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra a China, desde que perdeu as eleições presidenciais no início de novembro.

O Pentágono acrescentou quatro empresas, incluindo a Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC) e a China National Offshore Oil Corp. (CNOOC), a uma lista de entidades que considera integrarem os esforços da China para modernizar as suas forças armadas.

Isto aumentou o número total de empresas chinesas na lista negra para 35.

A SMIC desempenha um papel de liderança no esforço do Partido Comunista Chinês para reduzir a dependência de tecnologia norte-americana no fabrico de 'chips' e outros componentes essenciais na produção de alta tecnologia.

O Governo chinês criticou as restrições como um ataque às firmas do país com a desculpa da segurança nacional.

Washington bloqueou já o acesso do grupo chinês de tecnologia Huawei a tecnologia norte-americana, incluindo serviços da Google ou semicondutores, e impôs restrições a outros compradores chineses.

A CNOOC é a menor das três principais produtoras de petróleo estatais da China.

Analistas políticos esperam poucas mudanças na política para a China do Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, devido à frustração generalizada com as práticas comerciais da China, incluindo acusações de espionagem e usurpação de tecnologia.

Com 2,3 milhões de membros, o Exército de Libertação Popular é um dos maiores e mais bem armados exércitos do mundo, e está a desenvolver submarinos nucleares, caças, mísseis balísticos e outras armas avançadas.

/ CE