O estado norte-americano da Florida prepara-se para o pior, de forma a enfrentar o furacão Michael, que se prevê ser o mais destrutivo do ano a atingir a região. As águas do mar e a força dos ventos já se fazem sentir na zona de Panhandle, na costa oeste da península, de onde largos milhares de pessoas saíram nos últimos dias.

Agora a tempestade está aqui. Não é seguro viajar através de Panhandle. Quem está na zona costeira, não saia de casa. Houve uma altura para sair das zonas costeiras, que já acabou", alertou o governador da Florida, Rick Scott, numa comunicação feita na manhã de quarta-feira.

Scott fez saber que manteve uma conversa telefónica com o presidente norte-americano Donald Trump, o qual lhe prometeu ajuda federal, após ter promulgado terça-feira o estado de emergência na Florida.

Na zona de Panhandle, banhada pelo Golfo do México, no oeste da península da Florida, há 54 abrigos abertos para quem precise de se refugiar da fúria do firacão Michael e o governador admite já abri mais, caso seja necessário.

Também os serviços de emergência têm vindo a divulgar alertas para que as pessoas se mantenham informadas através do telefone ou da rádio, que evitem confiar em boatos e informações que não sejam provenientes de fontes oficiais e que se abriguem, em caso de alefrta para tornados, em divisões interiores sem janelas. Em caso de inundações, os habitantes devem procurar ficar no piso mais elevado das casas, mas nunca em sótãos fechados.

Às 8:00 da manhã locais (13:00 em Lisboa), o centro norte-americano de furacões NHC alertava que as águas do mar já estavam a subir, com ondas agressivas, e os ventos a aumentar de intensidade.