A vice-Presidente norte-americana, Kamala Harris, chegou hoje a Hanói, após um atraso de algumas horas que foi atribuído, segundo classificou Washington, a um possível “incidente sanitário anormal” na capital vietnamita, anunciou a embaixada norte-americana no Vietname.

As expressões “incidente sanitário anormal” ou “casos de saúde inexplicáveis” são regularmente utilizadas pelas autoridades dos Estados Unidos da América (EUA) quando se referem ao conjunto de sintomas misteriosos que afetaram diplomatas norte-americanos em vários países, um quadro clínico que ficou conhecido como "síndrome de Havana”.

Num comunicado, a representação diplomática dos EUA na capital vietnamita anunciou hoje que a partida da delegação de Kamala Harris, que se encontrava em Singapura, tinha sido adiada por algumas horas porque a equipa da vice-Presidente tinha sido alertada “para informações sobre um possível incidente sanitário anormal ocorrido recentemente em Hanói”.

Após uma avaliação minuciosa (da situação), foi decidido que a viagem da vice-Presidente iria prosseguir”, divulgou a embaixada, num novo comunicado.

Kamala Harris, cuja chegada a Hanói sofreu um atraso de cerca de três horas, esteve em Singapura nos últimos dois dias.

Durante a visita a Singapura, cidade-Estado situada no Sudeste asiático, Harris acusou Pequim de intimidação contra os países vizinhos no Mar da China Meridional, tendo apelado ainda a uma maior cooperação internacional para melhorar as cadeias de abastecimento face à escassez mundial de semicondutores.

Os EUA ainda desconhecem o que provoca o chamado “síndrome de Havana”, cinco anos depois do primeiro caso ter sido detetado na capital cubana.

O fenómeno de contornos misteriosos deu origem a várias alegações, ainda não comprovadas, de que a Rússia ou outros países terão usado dispositivos eletrónicos de alta intensidade para prejudicar fisicamente representantes norte-americanos em Cuba, China ou em outras localizações geográficas.

Episódios súbitos de dores de cabeça e zumbidos foram os sintomas descritos por diplomatas, militares e espiões norte-americanos em missões no estrangeiro.

/ AG