No Hospital Pediátrico de Atlanta, muitos pais lembram David Deutchman como o “avô dos cuidados intensivos”. A alcunha surge aliada à vontade de que o reformado voluntário tinha de embalar e reconfortar recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva, enquanto os pais adormeciam ou descansavam durante umas horas.

Este sábado, o hospital do estado norte-americano anunciou que David, de 86 anos, morreu vítima de um cancro pancreático.

O Hospital Pediátrico de Atlanta estende a sua mais profundas condolências à família de David Deutchman”, afirma o comunicado que sublinha que  “David era um voluntário de longa data na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica e neonatal por 14 anos, oferecendo apoio a muitos pacientes e famílias. Nunca esqueceremos esta lenda incrível e as incontáveis ​​vidas que tocou”.

David descobriu que sofria de cancro pancreático metaestático no final de outubro e morreu duas semanas e meia depois.

Para homenagear o voluntário, o hospital organizou um desfile de carros e ambulâncias.

 

 

Em entrevista à revista People, o “avô dos cuidados intensivos” conta que decidiu tornar-se voluntário depois de se reformar de uma carreira em marketing internacional.

“É muito gratificante, não apenas porque os bebés estão a chorar e consegues ajudá-los a parar de chorar”, disse David, recordando que “há muitos benefícios na conexão calorosa de ser abraçado - quando um bebé coloca o rosto contra o teu batimento cardíaco, há um benefício nisso. Passei a adorar, mas não apenas por causa da conexão, também por toda a atmosfera do hospital”.

À revista, David afirma ainda que os seus esforços para dar conforto e criar conexões se espalham às mães que, segundo o voluntário, também precisam de uma mão para as apoiar.

Estes pais enfrentam muito stress.Ter alguém que lhes diga que podem ir tomar o pequeno almoço e que lhes garanta o bem estar do seu bebé, significa algo. É importante", disse.

David Deutchman deixa duas filhas e uma mulher de 58 anos.