Os pais de um adolescente norte-americano estão a processar a escola do filho depois de três funcionários lhe terem pintado o cabelo com um marcador. A instituição, a escola básica Berry Miller, em Pearland, no Texas, alega que o penteado do rapaz não estava de acordo com as regras. O caso remonta a abril, mas só agora chegou à justiça.

No domingo, os pais deram entrada no tribunal federal uma ação de direitos civis contra o distrito escolar de Pearland e os três funcionários da Berry Miller.

O aluno, de 13 anos, identificado como J.T., tinha um "M" desenhado na cabeça, o que levou o diretor da escola a ameaçar suspendê-lo se não pintasse o cabelo, de forma a apagar a marca. Como J.T. não acedeu ao pedido, três funcionários decidiram pintar-lhe a cabeça com um marcador preto.

O J.T. sentiu-se extremamente humilhado e envergonhado", pode ler-se no processo, citado pelos meios de comunicação norte-americanos.

Embora lamente a situação, a escola de Pearlad insiste que o rapaz violou a conduta de vestuário.

O corte de cabelo tipicamente afroamericano violava a política de vestuário da escola de Pearland", terão dito os funcionários, segundo o processo movido.

O código de conduta em vigor na altura dizia que "o cabelo deve estar penteado, limpo e bem arranjado", relembrando que "cortes de cabelo extremos como desenhos ou cristas não são permitidos". A escola decidiu mudar o código de conduta em maio, já depois do episódio, mas continua a deixar várias indicações em relação ao cabelo: "Deve estar limpo, penteado e bem arranjado; cores não são permitidas; bigodes ou barbas não são permitidos; chapéus, bonés ou fitas não são permitidos".

A escola de Berry Miller dá ainda um exemplo do que deve e não deve ser usado.

O processo movido pela família refere ainda que os funcionários que pintaram a cabeça do aluno fizeram-no enquanto se riam e brincavam com a situação.

Eles riam-se enquanto pintavam, sem pressas, a cabeça de J. T. Foi preciso esfregar a cabeça do menor de 13 anos durante vários dias para que a tinta saísse", consta no processo.