A Casa Branca emitiu esta sexta-feira um comunicado com as novas sanções económicas contra o Irão. A decisão de Donald Trump surge na sequência do ataque do Irão a duas bases iraquianas com tropas norte-americanas.

A intenção dos Estados Unidos é, segundo a nota, "tomar medidas para negar receitas ao Irão, incluindo receitas derivadas da exportação de produtos de alguns dos setores chave da economia iraniana".

As sanções bloqueiam a propriedade e os interesses em bens de pessoas previamente determinadas pelo secretário de estado do Tesouro norte-americano.

A administração norte-americana refere que estes fundos poderiam ser utilizados para "financiar e apoiar o programa nuclear [do Irão], desenvolver mísseis ou financiar redes de terrorismo".

Esta ordem executiva, que vem diretamente do presidente dos Estados Unidos, visa setores variados, como as indústrias da construção, da manufaturação ou do têxtil. 

O comunicado divulgado incide sobre quatro pontos principais, aplicando sanções às seguintes pessoas:

  • a quem opera nas áreas da construção, mineração, manufatura ou têxtil que servem a economia iraniana, ou quaisquer outros setores da economia iraniana que possam ser determinados pelo secretário de estado do Tesouro.
  • a quem, de forma consciente, se envolver, a partir desta data, em transações significativas de venda, fornecimento ou transferência de bens de ou para o Irão e que estejam relacionados com os setores referidos.
  • a quem tiver assistido, patrocinado, ou apoiado, financeira, material ou tecnologicamente, ou através de bens ou serviços que tenham apoiado qualquer pessoa cuja propriedade e interesses em propriedade estejam bloqueados de acordo com o pedido.
  • a quem pertencer ou for controlado, tiver agido ou pretendido agir em favor ou em nome de, direta ou indiretamente, qualquer pessoa cujas propriedades e interesses em bens estejam bloqueados de acordo com o pedido.

A nota foi enviada às redações norte-americanas, que estão a divulgar uma adenda onde o Presidente dos Estados Unidos refere que o "Irão continua a ser o líder mundial no patrocínio ao terrorismo".

 
António Guimarães