O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma visita surpresa aos militares dos EUA no Afeganistão, para celebrar o Dia de Ação de Graças

Esta é a primeira vez que Trump visita o Afeganistão e a segunda viagem do presidente a uma zona de guerra. 

 

 

A chegada de Donald Trump acontece num momento em que existe uma tensão sem precedentes entre o presidente e altos oficiais militares, após a demissão do secretário da Marinha, Richard Spencer.

À chegada, Trump reuniu-se com o presidente do Afeganistão, Ashrav Ghani.

Os talibã querem fazer um acordo. Vamos ver se eles querem fazer um acordo. Tem de ser um verdadeiro acordo, mas vamos ver. Mas eles querem fazer um acordo”, disse o presidente dos Estados Unidos, num discurso na base aérea de Bagram.

Há doze mil militares dos Estados Unidos a servir no Afeganistão, naquela que é a mais longa guerra da história norte-americana e que dura há 17 anos, desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

A interrupção abrupta do diálogo de paz entre os EUA e os líderes afegãos e do Talibã ocorreu após uma onda de violência, que culminou num bombardeamento em Cabul no qual morreram 12 pessoas, incluindo um soldado norte-americano.

Os Estados Unidos e os talibãs estavam perto de um acordo em setembro, que poderia ter permitido a retirada de tropas norte-americanas do país.

Trump afirmou que estava a planear reduzir o número de soldados para cerca de 8.600, mas que, apesar de estarem a “diminuir substancialmente”, os EUA irão permanecer no Afeganistão até que estabeleçam um acordo ou tenham uma “vitória total”.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, afirmou que seria uma “surpresa agradável” visitar o Afeganistão, pois Trump reconhece que “muitas pessoas estão longe das suas famílias durante as férias” e “quer apoiar os soldados” que combatem naquela região em conflito.

A guerra no Afeganistão, iniciada em 2001, já matou dezenas de milhares de civis afegãos e mais de 2.400 militares norte-americanos.

No ano passado, o Presidente e a primeira-dama, Melania Trump, fizeram uma viagem semelhante ao Iraque na noite de Natal, a primeira a uma zona de conflito ativa.

Esta semana, o vice-Presidente norte-americano, Mike Pence, também visitou tropas dos EUA no Iraque.

/ HCL