O relógio marcava as 02:00 de Portugal da madrugada desta sexta-feira (21:00 em Nashville, Tennessee) da madrugada desta sexta-feira. Donald Trump e Joe Biden entravam para o segundo e último debate, que decorreu na Universidade Belmont, tendo em vista as eleições presidenciais norte-americanas, marcadas para 3 de novembro.

Depois de um primeiro confronto no estado do Ohio marcado por várias interrupções mútuas, este debate teve novas regras, a começar no silenciar dos microfones nas declarações iniciais de cada tema. Recorde-se que era suposto ter havido um outro debate, que estava marcado para 15 de outubro, mas acabou cancelado depois de Donald Trump ter sido diagnosticado com o novo coronavírus. Ainda se colocou a hipótese de um debate virtual, que foi rejeitada pelo presidente.

A discussão foi dividida entre seis temas: combate à covid-19, as famílias e economia americanas, as questões raciais, as alterações climáticas, a segurança nacional e a liderança, num frente a frente que durou 90 minutos.

A discussão começou pela gestão da pandemia de covid-19, num debate moderado por Kristen Welker, jornalista da NBC. A primeira pergunta foi dirigida ao atual presidente dos Estados Unidos, numa altura em que lidera o país mais afetado pela doença, registando mais de 220 mil mortos e mais de oito milhões de casos.

O candidato republicano começou por defender que a taxa de mortalidade nos Estados Unidos começa a descer, encontrando-se "mais baixa do que em qualquer outro país", antes de prometer o anúncio de uma vacina "nas próximas semanas".

Temos uma vacina a vir. Está pronta e vai ser anunciada dentro de semanas. O exército vai distribui-la", afirmou Trump.

Questionado sobre como irá lidar com a situação que se segue caso seja eleito presidente, Joe Biden começou por recordar as vítimas mortais, apelando à responsabilidade individual para controlar a pandemia.

Relembrando as centenas de mortes e as milhares de infeções diárias, o candidato democrata falou na possibilidade de surgirem mais 200 mil mortes, pelo que afirmou que vai assegurar-se de que a máscara é utilizada sempre que for necessária.

Ele [Trump] diz que estamos a aprender a viver com isto. As pessoas estão a aprender a morrer com isto”, apontou.

Para Joe Biden, a forma como Donald Trump lidou com a situação foi trágica.

Eu vou tratar disto, vou acabar com isto, garantir que temos um plano", referiu. 

Sobre a proveniência da vacina, o atual presidente dos Estados Unidos disse apenas que existem várias farmacêuticas a desenvolver o produto, prometendo que o mesmo vai chegar ao mercado mais cedo que o esperado.

Quando a moderadora lhe perguntou se conseguia garantir a chegada da vacina em semanas, o candidato republicano disse apenas que isso não era possível, mas que será "até ao final do ano".

Donald Trump disse ainda que o país não pode enfrentar um novo fecho, que seria devastador para a economia.

Não podemos fechar a nossa nação, ou não vamos ter uma nação", acrescentou.

Joe Biden ripostou, afirmando que esta é uma falsa suposição, e que os norte-americanos vão enfrentar um inverno difícil, antes de se focar naquilo que foi a reação inicial do governo norte-americano. Para o antigo vice-presidente, as restrições deveriam ter sido aplicadas mais cedo. Na situação atual, o candidato admite novas restrições caso venha a ser eleito, mas pede sobretudo que as pessoas e as organizações tenham mais cuidado.

Em resposta a eventuais fechos de espaços, Donald Trump afirma que isso é o que está a ser feito em estados com governadores democratas, como são os casos de Nova Iorque, Califórnia ou Pensilvânia, ainda que isso não lhes garanta o sucesso: "Estão a fechar tudo e estão a morrer, a morrer".

Relativamente às escolas e à gestão da pandemia, o presidente dos Estados Unidos afirmou que é necessário abrir todas as instituições, porque "o país não pode continuar fechado". Atacando o oponente, Trump afirmou que Biden quer fechar tudo, o que pode levar a que "a cura seja pior que o problema".

Joe Biden refutou as acusações, defendendo que as suas intenções passam por abrir o país, mas de uma forma segura.

A última intervenção do democrata neste tema foi a mais agressiva, acusando Trump de saber do perigo da doença em janeiro, altura em que o novo coronavírus ainda não tinha chegado aos Estados Unidos.

Foi-lhe dito que este vírus era sério e que se espalhava no ar e que era muito pior que a gripe", afirmou.

Foi aqui, cerca de 25 minutos depois do início do debate, que surgiu a primeira interrupção, com Donald Trump a recusar as acusações de que pessoas ligadas a si souberam da doença antes e foram a Wall Street avisar para prevenir perdas de dinheiro.

Dinheiro vindo de todo o lado e impostos pagos antecipadamente

Depois de notícias que sugeriram alegadas tentativas da Rússia e do Irão interferirem nas eleições do próximo dia 3 de novembro, a moderadora Kristen Welker começou o segundo tema por esse assunto.

Questionado sobre como irá colocar um fim a esta ameaça, Joe Biden afirmou que "qualquer país que tente interferir vai pagar um preço" caso o democrata seja eleito.

Eles estão a interferir com a soberania norte-americana. Que eu saiba, o presidente não disse nada sobre isso a Putin, não sei porquê", referiu.

Joe Biden disse mesmo que a intenção da Rússia é que Donald Trump seja reeleito: "Eles querem assegurar que eu não sou eleito porque sabem que eu os conheço".

Na primeira intervenção sobre o tema, o presidente dos Estados Unidos decidiu entrar ao ataque, afirmando que Joe Biden recebeu 3,5 milhões de dólares (cerca de 2,9 milhões de euros) da Rússia, dinheiro que diz ter chegado através de Putin por intermédio do filho do democrata.

Eu nunca recebi dinheiro da Rússia. Não recebo dinheiro da Rússia", acrescentou Trump, dizendo ainda que ninguém foi tão duro com a Rússia como ele.

 Donald Trump partiu depois para um alegado esquema que foi denunciado por um antigo colaborador de Hunter Biden, filho de Joe Biden, no qual o candidato democrata teria recebido dinheiro de uma empresa energética chinesa.

Em resposta, Joe Biden afirma nunca ter recebido "qualquer tostão de uma entidade estrangeira" em toda a sua vida, apontando ainda a existência de uma alegada conta secreta de Donald Trump na China.

Seguiu-se o polémico tema dos impostos de Trump, com Biden a devolver a acusação, dizendo que o presidente recebe dinheiro da China e da Rússia, aludindo a vários negócios como estradas e campos de golfe.

O candidato republicano afirmou então que quer divulgar os seus impostos, depois de ter sido noticiado que só tinha pagado 750 dólares (perto de 633 euros) em dois anos. Donald Trump disse depois que muitos dos seus impostos foram pagos previamente, algo que ficou a saber pelos seus contabilistas.

Paguei dezenas de milhões de dólares antecipadamente porque pensaram que iria ter de pagar impostos, então paguei antecipadamente", disse.

Joe Biden afirmou que isso seria fácil de provar, e que basta mostrar os documentos, afirmando que a conversa do presidente "é a mesma há quatro anos".

Questionado sobre os negócios de Hunter Biden com a China e a Ucrânia à data em que Joe Biden era vice-presidente, o candidato democrata defendeu-se, afirmando que não houve qualquer falta de ética, relembrando ainda que houve um processo de destituição que caiu.

Virou-se novamente para Trump, afirmando que foi ele quem se envolveu com o governo ucraniano, num suposto pedido para que o filho de Biden fosse investigado, tema que levou a um processo de destituição do atual presidente, que acabou por ser chumbado.

Sobre os próprios negócios, Donald Trump admite que pensou em fazer um negócio com a China, mas que acabou por encerrar as conversas.

Ainda sobre a China, mas de um ponto de vista político, Joe Biden afirmou que é preciso lidar com o país de acordo com as regras internacionais. Recorde-se que Donald Trump quis implementar uma medida de compensação que deveria ser paga pelo governo chinês por causa da pandemia provocada pela covid-19.

Novamente virado ao ataque, o democrata disse que Trump não age de forma diplomática, mas que o presidente "recebe de braços abertos tipos da Coreia do Norte, o presidente chinês, Putin e outros".

Joe Biden voltou a referir que "o jogo deve ser jogado de acordo com as regras", sob pena de os Estados Unidos virem a sofrer consequências económicas.

Ainda sobre a compensação que Trump disse que iria fazer a China pagar, o presidente afirmou que aquele país está a pagar "milhares de milhões de dólares" aos Estados Unidos, dinheiro que diz estar a ser investido na agricultura, com Joe Biden a dizer que esse montante vem dos contribuintes.

Questionado sobre as relações com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o candidato republicano disse que evitou uma guerra iminente que tinha sido passada por Barack Obama, num confronto que iria levar à morte de "milhões de pessoas".

Eu tenho uma boa relação com ele, é um tipo diferente, mas deve pensar o mesmo de mim. Temos uma relação muito boa e não há guerra", disse, referindo-se ao homólogo norte-coreano.

Sobre um eventual entendimento com a Coreia do Norte, Joe Biden admitiu encontrar-se com Kim Jong-un caso o presidente norte-coreano aceite rever a questão nuclear.

Donald Trump disse então que os democratas tentaram previamente uma reunião com o líder norte-coreano, mas que Kim Jong-un "não gostou de Obama". O presidente norte-americano acrescentou ainda que "ter boas relações com líderes de outros países é bom".

Em resposta, Joe Biden explicou que o encontro não aconteceu porque não houve disponibilidade do outro lado para a discussão nuclear.

Dois sistemas de saúde e gaiolas democratas

Um dos temas mais sensíveis na sociedade norte-americana é, de há muito, o acesso aos cuidados de saúde. Neste momento está em causa esse mesmo acesso para cerca de 20 milhões de beneficiários, que podem vir a perder os seus seguros de saúde de um momento para o outro numa votação no Supremo Tribunal.

Esses contratos fazem parte da Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, mais conhecida como Obamacare, e que Donald Trump diz apresentar várias falhas.

O presidente diz ter terminado a “pior parte do Obamacare”, que era o “mandato individual”, uma diretiva que dizia que todos os cidadãos norte-americanos tinham de ter seguro de saúde, sob pena de multa.

Num cenário em que o Supremo Tribunal vote pelo fim do programa de saúde deixado por Barack Obama, Donald Trump garante que irá existir um outro sistema de saúde, que continuará a proteger aqueles que têm doenças pré-existentes. Este projeto já foi referido pelo presidente várias vezes, mas continuam por explicar as suas linhas principais.

Perante esta possibilidade, Kristen Welker perguntou a Joe Biden o que fará caso o Obamacare seja declarado inconstitucional.

O candidato democrata falou então num "Bidencare", que apresentaria uma proposta similar mas "com uma opção pública", que funcionaria automaticamente em casos de pessoas que não tivessem qualquer seguro. Joe Biden aproveitou também para dizer que não é contra os seguros privados, e que até apoia esses casos.

A razão pela qual eu tive tanta luta contra 20 candidatos democratas [nas primárias] foi porque apoiei os seguros privados”, relembrou.

Sobre o plano de Donald Trump, Joe Biden disse apenas que é algo falado há muito tempo, mas que "não existe".

Neste ponto surgiram algumas acusações mútuas, e num debate pautado por muito respeito, sobretudo quando comparado com o anterior, Joe Biden acabou por interromper o oponente quando este falava da falibilidade do plano de saúde do candidato democrata, trazendo para cima da mesa o nome de Bernie Sanders, que concorreu nas primárias democratas.

Biden disse então que Trump estava "confuso", e que parecia não saber contra quem estava a concorrer.

Entrando na economia, e confrontado com os atuais cerca de 12,5 milhões de desempregados na sequência da crise provocada pela covid-19, Donald Trump atribuiu parte do insucesso a Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, apontando que já apresentou vários planos que foram chumbados naquela casa.

Em resposta, Biden diz que são os republicanos quem impede a aprovação de um plano de estímulo económico para recuperação pós-pandemia.

Sobre uma eventual subida do salário mínimo, ambos os candidatos voltaram a discordar. Joe Biden afirma que essa é uma condição essencial para recuperar a economia, ao passo que Donald Trump diz que essa deve ser uma opção de cada estado, até porque "é preciso ajudar os pequenos negócios".

Como é que vamos ajudar os negócios mais pequenos obrigando-os a pagar salários mais altos?”, perguntou, dizendo ainda que pretende aumentar o salário mínimo para 15 dólares (cerca de 12 euros) por hora num eventual segundo mandato. O atual valor do salário mínimo ronda os 7,25 dólares por hora (algo como 6,12 euros).

Passando para a imigração, Donald Trump afirma que os Estados Unidos deixam entrar pessoas, mas que essas pessoas devem ser legalizadas. Depois afirmou que, em 2014, o governo democrata de Obama e Biden construiu gaiolas no sul da fronteira norte-americana.

A moderadora lembrou que há cerca de quatro mil crianças cujos pais ainda não foram localizados, depois de várias imagens de famílias a serem separadas na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

O presidente dos Estados Unidos disse que muitas destas crianças são trazidas por "contrabandistas e traficantes de droga", afirmando que está em curso um plano para que as famílias se possam reunir, ainda que, segundo defende, muitas crianças tenham chegado sem os pais.

Joe Biden diz que a separação de famílias é um crime, e que muitas das crianças são mantidas na fronteira.

Arrancaram as crianças dos braços dos pais e agora não têm onde ir. É um crime", apontou

No tópico da imigração, a moderadora questionou Biden pelo histórico da administração Obama, na qual foi vice-Presidente durante oito anos, e o democrata admitiu falhas na forma como o anterior Governo deportou emigrantes e lidou com outros problemas do sistema de imigração.

Cometemos um erro, demorámos muito a fazer a coisa certa", afirmou. "Se for presidente, nos primeiros 100 dias irei enviar ao congresso um caminho para a cidadania para as 11 milhões de pessoas indocumentadas", prometeu, garantindo que os dreamers, jovens levados para os Estados Unidos ilegalmente em crianças, serão novamente certificados.

 Donald Trump respondeu dizendo que as crianças são mantidas em instalações limpas e que estão a ser bem tratadas.

Um processo legal da União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla inglesa) indicou na quarta-feira que ainda há 545 crianças sozinhas porque as autoridades não conseguem localizar os pais, dos quais foram separadas à força quando pediram asilo nos Estados Unidos.

Biden fala em "racismo estrutural". Trump coloca-se na vanguarda da luta

Num ano que é marcado pela pandemia, a questão racial não deixou de ser um tema proeminente nos Estados Unidos, tendo conhecido novos episódios que levaram a vários motins.

O mais conhecido foi o do afroamericano George Floyd, morto por polícias no fim de maio. O caso desencadeou uma onda de protestos nacional, e voltou a despoletar a desigualdade racial no país.

Para Joe Biden, o caminho é feito através da inclusão, que passa por "oportunidades económicas, melhor educação, melhores planos de saúde", coisas que promete fazer casos seja eleito.

Neste ponto recorde-se que a candidatura democrata tem Kamala Harris a concorrer para vice-presidente. Caso seja eleita, será a primeira mulher afroamericana a ocupar o cargo.

Concluindo o seu ponto de vista, Joe Biden admite "racismo estrutural" na América, acrescentando que "um pai negro, rico ou não, tem de dizer ao filho que se andar na rua não deve andar com o capuz a tapar-lhe a cabeça”.

Em resposta, o republicano afirma que "ninguém fez mais pela comunidade negra que Donald Trump, com a possível exceção de Abraham Lincoln" (presidente norte-americano que foi responsável pelo fim da escravatura). Trump continua a sua defesa, afirmando-se como "a pessoa menos racista" na sala.

Depois de ser atacado por Biden, Donald Trump questionou o democrata sobre a suposta inação ao longo do mandato como vice-presidente. O republicano disse mesmo que se candidatou por causa do "mau trabalho" da administração Obama.

Confrontado pela moderadora com declarações suas sobre o movimento Black Lives Matter ser um "símbolo de ódio" e sobre a partilha de um vídeo de um homem a gritar "poder branco", Donald Trump começou por dizer que a primeira vez que oviu falar do Black Lives Matter foi contra a polícia.

Prosseguiu ao elencar algumas das medidas tomadas nos últimos quatro anos, referindo as "zonas de oportunidades" e a "ajuda a universidades negras".

De seguida, e sem se perceber se foi uma gafe ou ironia, Joe Biden chama Abraham Lincoln ao seu oponente, acrescentando que Donald Trump "é um dos presidentes mais racistas da História Moderna”.

Alterações climáticas? Trump "ama" o ambiente, Biden quer criar empregos

As alterações climáticas têm sido uma das batalhas do Partido Democrata, sobretudo depois de Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, que foi assinado por 195 países e prevê a descarbonização do globo.

Aqui, o presidente dos Estados Unidos afirma que o país tem "os melhores números de emissões de carbono dos últimos 35 anos". Afirmando-se um "amante" do ambiente, acusou a Rússia e a China de não respeitarem os acordos.

Ainda assim, Donald Trump afirmou que não está em cima da mesa um regresso ao Acordo de Paris, que iria, segundo o presidente, provocar um desastre económico com a perda de vários empregos.

[O Acordo de Paris] tinha destruído as nossas empresas. Fizémos um trabalho incrível ao nível ambiental e não destruímos a nossa indústria", apontou.

Na intervenção inicial sobre o tema, Joe Biden, que é apoiado pela ativista Greta Thunberg, começou por falar neste como um dos grandes desafios da Humanidade. Virando-se para a questão económica, prometeu a criação de "milhões de empregos", para mais tarde dar um número concreto de 8,6 milhões de cargos que poderão vir a ser criados em áreas sustentáveis, referindo-se a números avançados por Wall Street.

Um dos objetivos do democrata passa por conseguir que os Estados Unidos destronem a China como o líder na produção de veículos elétricos.

 Donald Trump ataca o plano, falando num gasto público de 100 biliões milhões de dólares (perto de 84 biliões milhões de euros). Joe Biden riposta dizendo que não sabe onde o oponente foi buscar tal número.

Este é o plano mais louco que já vi. Não foi feito por pessoas inteligentes", afirmou. 

Em específico sobre a energia eólica, Joe Biden diz que é uma aposta a fazer, apontando que Trump acha que as aerogeradoras causam cancro. Em resposta, o candidato republicano diz que o país é autossuficiente energeticamente, antes de referir que a energia eólica é cara e que as aerogeradoras "matam pássaros".

O que diriam aos eleitores

No tema final, liderança, Kristen Welker fez a mesma pergunta a ambos os candidatos: "Imaginem que é o dia da tomada de posse, o que diriam aos eleitores que não votaram em vocês?".

Em resposta, Donald Trump afirmou que o caminho passa por voltar a colocar o país na rota do sucesso, algo que diz que estava a acontecer antes da pandemia. Apontando números recorde na recuperação económica, cifrando 11,4 milhões de empregos recuperados, o republicano terminou dizendo que quer diminuir os impostos, acusando Biden de pretender o oposto.

Se ele ganhar, vão ter uma depressão como nunca, os vossos planos de poupança-reforma vão para o diabo e será um dia muito, muito triste para este país”, concluiu.

À mesma questão, Joe Biden diz se candidata para representar todos os norte-americanos, prometendo uma gestão da pandemia e da situação económica, não esquecendo a questão racial.

O que está em causa é a honra, dignidade e o respeito. Vou assegurar-me de que isso acontece, porque não aconteceu nos últimos quatro anos", terminou.

António Guimarães