Um rapaz de 18 anos, que tentava atravessar o Estreito de Cook, na Nova Zelândia, num pequeno barco a motor, foi resgatado pela polícia, depois da embarcação se partir.

A polícia referiu que o adolescente começou a sua viagem em Kenepuru Sound, na ilha sul da Nova Zelândia, por volta das 10 da noite (hora local) de quarta-feira, passando depois pelo Pelorus Sounds, antes de atravessar o estreito de Cook.

O Estreito de Cook separa as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia e tem cerca de 22 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito.

Normalmente, as correntes perigosas e as fortes tempestades fazem com que a navegação pelo estreito seja perigosa, ao mesmo tempo que as duas margens são ladeadas por falésias íngremes e imponentes.

O rapaz foi resgatado na manhã de quinta-feira, a 12 quilómetros a oeste da ilha de Mana, com frio e “razoavelmente em boas condições”.

O sargento Dave Houston alertou que apenas as pessoas com experiência e com o equipamento necessário devem fazer esta viagem costeira e que todos devem ter presente que o Estreito de Cook são águas perigosas.

Houston disse que, além do homem não ser experiente, também não verificou as condições meteorológicas.

“Se não fosse o rapaz a dizer alguma coisa e a conseguirmos localizá-lo a partir dos seus dados do telemóvel, a história poderia ter tido um resultado muito diferente”, referiu o sargento.

A bateria do telemóvel já estava a ficar fraca, mas a localização móvel salvou-lhe a vida”, sublinhou.

"A bateria do celular estava ficando fraca. Se não tivéssemos a localização móvel, teríamos feito uma pesquisa massiva. A localização móvel literalmente salvou sua vida", acrescentou Houston.

 
Lara Ferin