Um cão de assistência recebeu um diploma honorário por ter ajudado a sua tutora durante o mestrado. A estudante Brittany Hawley, da Universidade Clarkson, em Nova Iorque, licenciou-se no sábado, mas não subiu ao palco sozinha. Griffin, o cão que a acompanha há dois anos e meio, estava mesmo a seu lado para receber, também ele, um diploma e para ser homenageado na cerimónia de entrega de diplomas. 

Demonstrou um enorme esforço, compromisso e dedicação para com o bem-estar e sucesso da aluna”, afirmou o conselho enquanto entregava a pasta ao cão, de quatro anos, também vestido a rigor.

De acordo com a Associated Press, Brittany foi diagnosticada com Síndrome da Dor Regional Complexa, aos 16 anos. Os sintomas incluem distúrbios neurológicos, anomalias sensoriais e motoras, o que leva a jovem a deslocar-se de cadeira de rodas.

Com o seu amigo de quatro patas sempre por perto, Brittany, agora com 25 anos, decidiu inscrever-se no mestrado de Terapia Ocupacional. Segundo um comunicado da universidade, citado pela CBS News, a dupla foi “a todas as aulas, palestras, reuniões, grupos de estudo, atividades sociais e trabalhos de pesquisa, o que faz de Griffin um membro da família de Universidade de Clarkson”.

Mudámo-nos para Nova Iorque juntos, começámos e acabámos a escola juntos", referiu a jovem sobre o seu golden retriever.

Residente em Wilson, na Carolina do Norte, nos EUA, encontrou o seu companheiro na “paws4prisons”, um programa que ensina reclusos das prisões a treinar cães de assistência, em West Virginia.

Na altura de escolher o cão de assistência, Brittany sentiu uma empatia imediata com Griffin, que saltou para o seu colo assim que a viu.

Griffin acompanha Brittany já há dois anos e meio e auxilia-a em várias tarefas diárias, como abrir portas, ligar luzes e trazer-lhe objetos de que precise. Se a jovem cair, vai buscar alguém ou um telefone para a ajudar. Para além disso, Griffin deu-lhe o conforto para suportar toda a dor, ansiedade e depressão que pudesse sentir durante a universidade.

Com ele, sinto-me mais independente, mais social e extrovertida. Insisti para que ele se licenciasse comigo desde o primeiro dia. Fez tudo o que eu fiz”, explicou a tutora à Associated Press.

Para além do acompanhamento durante a universidade, o cão acompanhou Brittany no estágio que a jovem realizou na instalação militar “Fort Bragg”. Tal como a jovem, o Griffin ajudou soldados com problemas de mobilidade e distúrbios psicossociais.

Dessa forma, a jovem pretende trabalhar com membros do exército e não irá prescindir do seu amigo de quatro patas.

Quando arranjar trabalho, ele vai continuar a acompanhar-me todos os dias", garantiu à Associated Press.