O cheiro do alecrim estimula o cérebro e tem a capacidade de aumentar a memória dos estudantes e dos adultos, segundo um estudo realizado na Universidade de Northumbria, no Reino Unido. Os autores desta pesquisa foram Mark Moss e Victoria Earle, refere a BBC.

O estudo teve como fundamento crenças tradicionais antigas sobre o alecrim. Antigamente, na Grécia, os estudantes usavam uma espécie de coroas, denominadas de guirlandas, feitas de alecrim, nos exames, para os ajudar em relação à memória.

Para realizar os testes de memória, foram selecionados 40 alunos de 10 e 11 anos e estes foram colocados em salas com e sem cheiro a alecrim. Mark Moss concluiu que os alunos que estavam expostos ao cheiro do alecrim melhoraram os resultados de 5% a 7%. Já nos que estavam na sala sem nenhum cheiro não se notaram melhorias. 

A investigação em causa vai ser apresentada esta semana na conferência anual da British Psychological Society, em Brighton.

O poder do olfato

Através do olfato, são enviadas mensagens ao cérebro, desencadeando reações e respostas. Como explica Mark Moss, existem neurotransmissores no cérebro que estão associados à memória e estes podem ser influenciados por cheiros. Para o investigador, existe “quase como uma interação de drogas”.

Para o autor do estudo, o próximo passo é expandir as análises realizando, “ensaios de larga escola de aplicação de cheiros em ambientes educacionais”, finalizou.