O sul da Florida está a sofrer os efeitos da tempestade tropical Eta, com inundações e milhares de pessoas sem eletricidade, embora não se preveja que se converta novamente em furacão até chegar ao Golfo do México.

De acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla original), emitido às 22:00, hora local (03:00 de hoje em Lisboa), o Eta, que deixou um rasto de destruição à passagem pela América Central, está muito perto do extremo sul da península da Florida, mantendo ventos de 65 milhas por hora (100 km/h).

Várias áreas urbanas no sul da Florida sofreram já inundações em resultado das fortes chuvas que caíram durante o fim de semana, e a situação deverá piorar nas próximas horas na região, que se encontra em estado de alarme.

Em Cuba, assim como em partes da Jamaica e das Bahamas, as fortes chuvas vão continuar, com risco de inundações, apontou o NHC.

O furacão ETA perdeu intensidade e passou a tempestade tropical, mas o Centro de Furacões dos Estados Unidos prevê que venha a ganhar novamente força no Mar das Caraíbas e se dirija para o Golfo do México.

O organismo antecipa que a tempestade tropical volte a converter-se em furacão de categoria 1 depois do meio-dia de hoje (17:00 em Lisboa).

O furacão Eta provocou cerca de 200 mortos ou desaparecidos em sete países da América Central, a maioria na Guatemala, segundo autoridades locais.

A aldeia de Queja, no norte da Guatemala, foi quase completamente enterrada num deslizamento de terras e regista a maior parte das vítimas.

Nos últimos dias, o Eta atingiu a costa da América Central como um furacão de categoria 4, com ventos de 140 km/h, e enfraqueceu gradualmente à medida que passou sobre a Nicarágua e as Honduras.

As suas chuvas torrenciais também afetaram a Costa Rica, o Panamá e El Salvador, bem como o México, onde as autoridades de Chiapas, um dos estados mais pobres do país, anunciaram a descoberta de pelo menos 20 vítimas, a maioria das quais devido à subida das águas dos rios.

/ LF