Um tribunal australiano condenou esta terça-feira, a 40 e 36 anos de prisão, dois irmãos que planearam um ataque com explosivos contra um voo da companhia Etihad que fez a viagem entre Sydney e Beirute, via Abu Dhabi, em 2017.

A juíza Christine Adamson, do Supremo Tribunal de Nova Gales do Sul, condenou a 40 anos de prisão Khaled Khayat e a 36 anos o seu irmão Mahmoud, negando a possibilidade de liberdade condicional nos próximos 30 e 27 anos, respetivamente.

"Embora ninguém tenha sido ferido ou morto como resultado das suas ações, os acusados conseguiram o objetivo de criar o terror entre o público", disse Adamson.

"O crime cometido pelos acusados merece punição severa", acrescentou.

Khaled, de 51 anos, e Mahmoud, de 34 anos, esconderam uma bomba dentro de uma máquina trituradora de carne que deveria ser transportada na bagagem de mão de outro irmão, Amer, que viajava para o Líbano em 15 de julho de 2017 para visitar a família.

Amer passou dois anos e meio numa prisão de Beirute, mas foi libertado após ser julgado por um tribunal militar libanês que determinou em setembro que ele não estava envolvido na tentativa de ataque.

A Austrália participa, desde o verão de 2014, na coligação internacional liderada por Washington que realiza ataques aéreos contra a organização extremista Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Camberra elevou o nível de alerta terrorista em setembro de 2014, devido ao risco de atentados inspirados por organizações como o Estado Islâmico.