A Califórnia aprovou uma lei que proíbe que empregadores e escolas imponham regras sobre o estilo dos penteados e a forma como as pessoas se apresentam com os cabelos. Acontece numa altura em que, apesar dos esforços para acabar com fatores discriminatórios contra os traços negros, o cabelo continua a ser uma fonte diferenciadora.

Numa sociedade na qual o cabelo tem sido historicamente um dos muitos fatores determinantes da raça de uma pessoa, o cabelo hoje continua a ser um substituto para a raça, portanto, a discriminação de cabelos tendo em conta os penteados associados à raça é discriminação racial", esclarece o projeto de lei agora aprovado naquele estado.

De acordo com o The New York Times, a lei aplica-se a qualquer pessoa, mas tem como propósito ajudar os negros, a maioria das vítimas deste tipo de discriminação, quer pela textura, quer pelo estilo dos cabelos.

Gavin Newsom, o governador da Califórnia, assinou a lei para impedir que os empregadores, professores ou funcionários de escolas, tenham interferência na forma como as pessoas se apresentam em relação ao cabelo.

O projeto tem como objetivo não só a proteção das vítimas, como evitar problemas económicos e de saúde, visto que, tendo em conta a cultura discriminatório ligada aos cabelos crespos, durante muitos anos muitas pessoas foram forçadas a recorrer a químicos, caros, para mudar o tipo de cabelos.

Homens e mulheres afro-americanos, muitas vezes, tiverem de investir em tratamentos químicos caros, agressivos e até mesmo perigosos para mudar a estrutura dos seus cabelos naturais, obedecendo aos padrões de beleza”, disse a senadora democrata Holly Mitchell, autora do projeto, à CNN.