Vários candidatos democratas à Casa Branca comprometeram-se a pressionar Israel sobre um acordo de paz para a criação de um Estado palestiniano, em contraste com a posição do atual presidente norte-americano, Donald Trump.

Exigimos que o governo israelita se sente com o povo palestiniano e negocie um acordo que funcione para todas as partes", declarou na segunda-feira o senador do Vermont Bernie Sanders, numa conferência de imprensa da organização J Street.

"Não é antissemita dizer que o governo de [Benjamin] Netanyahu é racista. É um facto", disse o político, que acusou o primeiro-ministro israelita e Donald Trump de atiçarem divisões.

Trump adotou uma série de medidas bem acolhidas pelo governo israelita, incluindo a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém.

Também os dois principais candidatos democratas à Casa Branca, Joe Biden e Elizabeth Warren, afirmaram, em mensagens de vídeo diulgadas na mesma conferência, que se oporiam a qualquer ação que travasse a criação de um Estado palestiniano.

Não podemos ter medo de dizer a verdade aos nossos amigos mais próximos (...) a solução de dois Estados é a melhor, se não a única solução para garantir um futuro pacífico para o Estado judeu e democrático de Israel", disse Biden, antigo vice-presidente da administração Barack Obama.

Já Elizabeth Warren prometeu anular algumas medidas da administração Trump, permitindo, a título de exemplo, que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) reabrisse a representação em Washington.

/ SS