Faltava pouco para a meia-noite de segunda-feira, 30 de agosto, quando os últimos militares norte-americanos se preparavam para deixar o Afeganistão após uma intervenção de 20 anos. Esta foi a mais longa guerra travada pelos americanos, na qual serviram mais de 775 mil soldados, dos quais mais de 2.400 foram mortos em combate. E que terminou com uma evacuação apressada.

O último soldado norte-americano a deixar o solo afegão foi o major-general Christopher Donahue, comandante da 82ª Divisão Aerotransportada, com base em Fort Bragg, Carolina do Norte.

Com 52 anos e uma carreira de 30 anos no exército americano, Christopher Todd Donahue serviu nas forças especiais antes de estudar em Harvard e trabalhar no Pentágono como assistente especial do presidente do Estado-Maior. Donahue serviu na Coreia do Sul e no Panamá e participou em várias operações no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia e Leste da Europa.

Foi enviado para o Afeganistão em meados da agosto, especificamente para a operação de evacuação, e a sua função era manter a segurança no aeroporto.

Após o último avião ter saído do aeroporto de Cabul, Donahue recebeu um telefonema do secretário de Defesa Lloyd Austin, que assistiu aos 90 minutos finais da evacuação militar de um centro de operações no Pentágono e que o felicitou pela missão cumprida.

Maria João Caetano