O antigo conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Michael Flynn, assumiu que irá entregar os documentos exigidos pela comissão que investiga uma eventual interferência russa na eleição presidencial de Donald Trump.

A notícia é avançada pela agência Reuters que afirma que, na terça-feira, os representantes de Flynn garantiram que os documentos seriam entregues dentro do prazo estabelecido, mas que mais tarde, novas provas seriam apresentadas.

Os documentos em questão estão relacionados com dois dos seus negócios e outras informações pessoais que a comissão tinha pedido no início deste mês.

Os investigadores continuam a pressionar para tentar obter provas que possam ser a chave para a investigação em curso, mas recorde-se que Flynn já tinha pedido imunidade para testemunhar sobre as suas relações com a Rússia.

Os advogados do antigo conselheiro de segurança nacional argumentam que o pedido inicial fora muito amplo, além de exigir a Flynn que entregasse informações que o poderiam comprometer.

Flynn procurou proteção contra possíveis acusações, antes de testemunhar perante o Congresso, depois de Trump o ter convidado a pedir imunidade, devido ao que chamou de "caça às bruxas" liderada pelos meios de comunicação e pelos democratas. 

No entanto, esse pedido de imunidade levanta questões sobre o tipo de informação que Flynn tem em sua posse e o porquê de ser tão valiosa para o Congresso.