O Conselho de Segurança da ONU realiza esta segunda-feira uma reunião em que a situação no Afeganistão é o único ponto da agenda.

A reunião foi convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, na sequência do ataque perpetrado pelo ramo afegão do grupo ‘jihiadista’ Estado Islâmico na passada quinta-feira em Cabul, que provocou mais de 150 mortos e centenas de feridos.

Também hoje, os  ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países reúnem-se por videoconferência para discutir os próximos passos no Afeganistão, disse o Departamento de Estado norte-americano, quando as operações de evacuação entram nos últimos dias em Cabul.

Os participantes vão discutir uma abordagem concertada para os próximos dias e semanas", pode ler-se no comunicado divulgado este domingo.

Washington organiza a reunião dos "parceiros-chave" na véspera do dia marcado para os militares norte-americanos deixarem o Afeganistão após 20 anos de guerra, e pouco mais de duas semanas após a tomada do poder pelos talibãs.

As conversações vão incluir representantes de França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Turquia, Catar, UE e NATO.

 

Na nota indicou-se também que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, vai falar após a reunião para fornecer uma atualização sobre as recentes ações dos EUA no Afeganistão.

A reunião vai realizar-se numa altura em que a cidade de Cabul vive em constante alerta. Hoje mesmo várias explosões destruíram edifícios e veículos. 

Na quinta-feira, um ataque terrorista na periferia do aeroporto da capital afegã matou cerca de 100 pessoas, incluindo 13 soldados norte-americanos.

Membros do grupo extremista Estado Islâmico visaram uma área fora do aeroporto de Cabul onde os EUA estavam a processar pedidos de visto de afegãos, norte-americanos e outros nacionais que pretendiam deixar o país.

Cerca de 114.000 pessoas foram retiradas do Afeganistão desde 15 de agosto.

Hoje também está agendada uma reunião dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Afeganistão.

/ MJC