Foram recuperados os corpos de 43 migrantes, que morreram, no mês de junho, quando tentavam cruzar a fronteira do México com o Arizona. Dessas 43 pessoas, nem todas morreram em junho, sendo que pelo menos 16 pessoas estavam mortas há apenas um dia e outras 13 pessoas há menos de uma semana, disse o coordenador de mapeamento de Fronteiras Humanas, Mike Kreyche.

Durante o primeiro semestre deste ano foram encontrados 127 restos mortais, um número muito superior comparado com os 96 corpos recuperados durante o mesmo período do ano passado. 

As autoridades do Texas, segundo o jornal de The Guardian, também assistiram a um aumento do número de mortes de migrantes este ano. O departamento do condado de Brooks, no sul do Texas, relatou a morte de 36 migrantes, nos primeiros cinco meses de 2021, mais do que em todo o ano passado.

O deserto é vasto e traiçoeiro. Quando se atravessa ilegalmente, existe um perigo enorme. E a estação quente está apenas a começar", disse o chefe da patrulha de fronteira dos EUA, Chris Clem, aos jornalistas.

Vários grupos humanitários, como os "Samaritanos de Tucson", a "Humane Borders" e os "No More Deaths", têm deixado várias jarras de água e suplementos alimentares nas zonas remotas do sul do Arizona, na esperança de salvar algumas vidas. Nesta região, já foram documentadas mais de 3700 mortes desde 2004.

O mês de junho deste ano foi o mais quente já registado na região, com as máximas a chegarem aos 43 graus.

/ IC