Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira que vão expulsar 10 diplomatas russos e sanções económicas para mais de três dezenas de cidadãos e empresas, como parte de um pacote de sanções aplicadas pela administração de Joe Biden.

O Presidente dos Estados Unidos assinou um decreto que permitirá punir novamente a Rússia, de forma a provocar "consequências estratégicas e económicas", se Moscovo “continuar a promover uma escalada das suas ações de desestabilização internacional”, informou a Casa Branca num comunicado.

No âmbito desse decreto, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos proibiu as instituições financeiras norte-americanas de comprar diretamente dívida emitida pela Rússia após 14 de junho.

O diploma também sanciona seis empresas de tecnologia russas acusadas de apoiar as atividades cibernética dos serviços de informações de Moscovo.

A medida faz parte da retaliação norte-americana pela alegada tentativa da Rússia em interferir nas eleições norte-americanas, bem como outros atos de pirataria informática.

Esta é a primeira resposta norte-americana às interferências nas eleições e às violações informáticas de várias agências federais, que os Estados Unidos acreditam terem sido originadas na Rússia.

Ao todo, seis empresas e 32 indivíduos e entidades estão sob alçada das sanções, suspeitando os Estados Unidos que houve nova tentativa de interferência nas eleições de 2020, que terminaram com a vitória de Joe Biden sobre Donald Trump, nomeadamente pela partilha de desinformação. Entre os sancionados estão membros da Inteligência russa.

A Casa Branca fez também saber que o presidente americano está a utilizar canais "diplomáticos, militares e de inteligência" para responder aos relatórios que dão conta de um apoio russo ao ataque taliban contra tropas norte-americanas, no Afeganistão.

No ano passado, a administração de Donald Trump foi criticada por inação após terem surgido acusações de possíveis recompensas oferecidas pela Rússia aos talibãs para atacarem soldados norte-americanos no Afeganistão. 

Apesar de não existir uma perspectiva clara acerca de qual será o próximo passo de Washington, analistas afirmam que as sanções deverão contribuir para um escalar das tensões entre as duas potencias.

As sanções esta quinta-feira anunciadas pela Casa Branca acontecem num momento particularmente delicado das relações diplomáticas entre os EUA e a Rússia, agravadas por declarações recentes do Presidente Joe Biden que acusou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de ser um "assassino".