Os estrangeiros que estejam totalmente vacinados contra a covid-19 já vão poder viajar para os Estados Unidos a partir do próximo dia 8 de novembro, anunciou a Casa Branca, esta sexta-feira.

“A nova política de viagens dos Estados Unidos, que exige a vacinação para viajantes estrangeiros nos Estados Unidos, vai ter início no dia 8 de novembro”, declarou o assessor de imprensa da Casa Branca, Kevin Munoz, através de uma publicação na rede social Twitter.

A reabertura dos Estados Unidos aos visitantes estrangeiros, que, de acordo com a revista Forbes, inclui cidadãos da Europa e do Reino Unido, “aplica-se tanto a viagens aéreas internacionais, como a viagens por via terrestre”, explicou o responsável.

O que é preciso para ir aos EUA?

Com as novas regras agora anunciadas, podem entrar no país todas as pessoas vacinadas contra a covid-19, que apresentarem um teste negativo nas 72 horas antes da viagem, desde que partilhem o rastreamento de contactos.

Funcionários da Casa Branca adiantaram à CNN que será aceite a entrada de pessoas que apresentem o comprovativo de vacinas aprovadas pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) ou que tenham recebido uma Lista de Uso de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), um procedimento que visa avaliar vacinas não licenciadas para agilizar a sua disponibilização em casos de emergência de saúde pública.

Por outro lado, os estrangeiros que não estejam vacinados ficarão proibidos de entrar, enquanto os norte-americanos que não estejam vacinados terão a opção de apresentar um teste de covid-19 negativo.

Os Estados Unidos proibiram a entrada de estrangeiros no país logo no início da pandemia de covid-19, quando o então Presidente Donald Trump decidiu proibir a chegada de voos provenientes da China, em janeiro de 2020.

A decisão acabou por não cumprir o objetivo de impedir a propagação da covid-19 no país, mas, com o tempo, a lista de países cujos cidadãos estavam proibidos de entrar nos Estados Unidos foi aumentando, como resposta à pressão das autoridades de saúde norte-americanas.

Donald Trump adicionou à lista de proibições os países da zona Schengen – o que incluiu 26 países da Europa, como Portugal, França, Alemanha e Itália –, bem como a Irlanda e o Reino Unido. O Brasil, a África do Sul e a Índia foram adicionados de forma separada. As fronteiras terrestres com o Canadá e o México também foram encerradas.

Já no poder, o Presidente Joe Biden manteve estas proibições para viagens não essenciais, mesmo com o acelerar do ritmo da vacinação na Europa, justificando esta decisão com a natureza imprevisível da pandemia e a emergência da variante Delta, considerada mais contagiosa.

A decisão de manter as restrições de viagens para os Estados Unidos não foi bem-recebida pelos governos europeus, tendo em conta os seus esforços em campanhas de vacinação contra a covid-19, 

Os Estados Unidos já tinham anunciado, em setembro, que iriam reabrir as fronteiras aos estrangeiros vacinados a partir do início de novembro, sem precisar, contudo, uma data.

Beatriz Céu