O Governo norte-americano pediu, na sexta-feira, a apreensão de bens de Joaquín El Chapo Guzmán no valor de 11,3 mil milhões de euros, depois do traficante mexicano ter sido declarado culpado por vários crimes num tribunal nova-iorquino.

A proposta, remetida ao juiz responsável pelo caso, Brian M. Cogan, foi apresentada dois dias depois de ter sido negado um novo julgamento a El Chapo, condenado em fevereiro por dez crimes de narcotráfico.

O veredicto é conhecido no próximo dia 17 e pode valer à figura emblemática dos cartéis mexicanos a prisão perpétua.

Segundo o Ministério Público, o valor corresponde a todos os lucros obtidas "direta ou indiretamente" com a venda de drogas.

O julgamento do mediático líder do cartel mexicano de Sinaloa começou em novembro passado e terminou a 1 de fevereiro, depois de o Ministério público e a defesa de El Chapo terem apresentado os respetivos argumentos finais.

Joaquin Guzmán, de 61 anos, é acusado de ter dirigido entre 1989 e 2014 o cartel de Sinaloa, que enviou para os Estados Unidos mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana.

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