Exibia carros de luxo, mostrava viagens em jatos privados, relógios e roupa de marca na sua conta de Instagram. Mas agora, Ray Hushpuppi, como é conhecido na plataforma, enfrenta acusações de conspiração para lavagem de dinheiro nos Estados Unidos da América.

Ramon Olorunwa Abbas esteve presente no tribunal federal de Chicago, esta sexta-feira, onde foi acusado de lavar milhões de dólares que obteria através de cibercrime, de acordo com a CNN.

O homem, de nacionalidade nigeriana, tinha sido detido no mês passado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e deportado para os Estados Unidos pelo FBI.

Procuradores acreditam que “Hushpuppi” era o líder de uma organização criminosa global, que acedia a computadores, através de um esquema que explorava e-mails comerciais para roubar centenas de milhões de dólares.

O esquema envolvia um hacker que redirecionava as comunicações de uma conta de e-mail comercial para outras pessoas, na tentativa de atraí-las a fazerem uma transferência. 

Este caso tem como alvo um individuo que vivia um estilo de vida opulento noutro país, enquanto, alegadamente, fornecia refúgio a dinheiro roubado um pouco por todo o mundo. Como este caso demonstra, o meu gabinete continuará a responsabilizar estes criminosos, independentemente de onde vivam”, afirmou o procurador responsável pelo caso, Nick Hanna.

O suspeito, que conta com mais de dois milhões de seguidores no Instagram, foi detido juntamente com outros 11 indivíduos, numa operação onde as autoridades afirmam ter recuperado 41 milhões de dólares (36 milhões de euros), 13 carros de luxo avaliados em 6.8 milhões de dólares (6 milhões de euros), um telemóvel e um computador com as provas de mais de 100 mil fraudes e as moradas de mais de dois milhões de vítimas.

Abbas é ainda acusado de fazer parte de uma tentativa de roubo no valor de 124 milhões de dólares (cerca de 110 milhões de euros) a um clube da primeira liga inglesa, mas o nome do clube não foi revelado.

Com 37 anos, está agora detido no Metropolitan Correctional Center, em Chigago, a aguardar a transferência para Los Angeles, onde será julgado, nas próximas semanas.

Caso seja condenado, poderá enfrentar uma pena máxima de 20 anos de prisão.