Equipas de socorro encontraram hoje um dos sete tripulantes de dois aviões norte-americanos que se despenharam no oceano Pacífico, ao largo do Japão, estando em curso as buscas para encontrar os restantes desaparecidos, disseram responsáveis.

O corpo de fuzileiros navais norte-americano informou que a colisão, pelas 02:00 (17:00 de quarta-feira em Lisboa), entre um caça F/A-18 e um avião de abastecimento KC-130, ocorreu durante um exercício de treino habitual, depois de os dois aparelhos terem levantado da base em Iwakuni, perto de Hiroshima, no oeste do Japão.

Os aparelhos despenharam-se a 320 quilómetros ao largo da costa japonesa.

O Ministério da Defesa japonês indicou que os aparelhos, com sete tripulantes ao todo, colidiram e despenharam-se no mar a sul do cabo Muroto, na ilha de Shikoku, no sudoeste do arquipélago nipónico.

A Força Marítima de Autodefesa japonesa, que enviou aviões e navios para se juntarem às operações de busca, afirmou que as equipas de socorro encontraram um dos tripulantes, o qual apresentava uma condição estável. As autoridades norte-americanos indicaram que o tripulante foi levado para um hospital, na base de Iwakuni, sem adiantarem mais pormenores.

As fontes japonesas indicaram que dois tripulantes pertenciam ao F/A-18 e os cinco restantes ao KC-130.

Esta colisão é a última de uma série de acidentes com militares norte-americanos destacados no Japão.

No mês passado, um caça F/A-18 Hornet do porta-aviões USS Ronald Reagan despenhou-se no mar a sudoeste de Okinawa, ilha no sul do arquipélago japonês, tendo os dois pilotos sido resgatados sem problemas.

Em meados de outubro, um MH-60 Seahawk, também do USS Ronald Reagan, despenhou-se no mar das Filipinas, pouco depois de ter levantado voo, causando ferimentos em uma dezena de marinheiros.

Mais de 50 mil tropas norte-americanas estão destacadas no Japão ao abrigo do pacto de segurança bilateral.