Mais de 100 mil vistos foram revogados desde que Donald Trump assinou a ordem executiva que suspendeu a entrada de refugiados e de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA.

Os números foram divulgados por um advogado do Estado durante uma audiência no tribunal federal de Alexandria, Estado da Virgínia, onde decorre o processo movido por dois irmãos iemenitas, que à chegada ao aeroporto de Dulles (EUA) foram colocados num avião de volta para a Etiópia, mesmo tendo consigo vistos legais de residência - que levaram anos a conseguir.

Segundo o Washington Post (WP), o advogado da secção da Imigração do Departamento da Justiça, Erez Reuveni, não adiantou quantas pessoas com vistos foram devolvidos aos seus países de origem, mas garantiu que todos os cidadãos com “green cards” (vistos de autorização de residência nos EUA) foram autorizados a permanecer no país.

O advogado dos dois irmãos mostrou-se chocado pela revelação.

O número ‘100 mil’ tirou-me o ar”, disse Simon Sandoval-Moshenberg.

O governo norte-americano está a rever caso-a-caso situações como o dos dois irmãos, Tareq e Ammar Aqel Mohammed Aziz, que eram portadores de vistos legais e foram proibidos de entrar nos EUA.

Segundo o WP, estão a ser oferecidos novas autorizações de residência a todos os que decidirem retirar os seus processos contra o Estado.

Redação / EC