Nos Estados Unidos, vários departamentos de polícia já se juntaram às vozes que estão a mostrar solidariedade com o movimento anti-racista, após a morte de George Floyd.

As autoridades apelam a uma sociedade menos violenta e, para isso, vários polícias já foram vistos a marchar por esta causa comum.

No sábado, Chris Swanson, o xerife de Flint, no Michigan, foi recebido com aplausos enquanto fazia um discurso, antes de se juntar aos manifestantes.

“A única razão pela qual estamos aqui é garantir que você tem voz, é só isso (…) Quero fazer disto uma marcha, não um protesto”, afirmou Swanson.

  

Gestos que se estenderam até Santa Cruz, na Califórnia. A polícia alertou para a violência contra pessoas negras e homenageou George Floyd.

  

Também na Nova Jérsia foram exibidos cartazes com a mensagem: “Estamos Solidários” e o mesmo aconteceu na cidade do Kansas, no Missouri.

   

Floyd, um ex-segurança de 46 anos, supostamente detido por ter tentado pagar com uma nota falsa num supermercado local, avisou diversas vezes o polícia que não estava a conseguir respirar e que estava a perder a consciência. Foi transportado para o hospital, mas a sua morte foi declarada pouco tempo depois, ainda dentro da ambulância.

À medida que se multiplicam as palavras de apoio à comunidade afro-americana e as homenagens a George Floyd, os Estados Unidos continuam a ferro e fogo. A onda de protestos já fez mais de quatro mil detidos.

Derek Chauvin, o agente que provocou a morte do afro-americano foi detido na passada sexta-feira.

 
Lara Ferin