O Senado norte-americano aprovou esta terça-feira, com os votos dos senadores democratas e de alguns republicanos, a continuação do processo judicial de destituição do ex-presidente Donald Trump.

Com 56 votos a favor e 44 votos contra, a Câmara Alta do Congresso confirmou assim que o processo contra o ex-presidente se enquadra na sua jurisdição.

Seis republicanos votaram a favor da continuação do processo, juntamente com os 50 senadores democratas.

Entre os votos republicanos a favor, o único inesperado foi o do senador do Louisiana Bill Cassidy, que antes se havia declarado contrário ao processo, mas que mudou de posição depois da exposição dos argumentos. 

Já esperados eram os votos favoráveis dos senadores Susan Collins (Estado do Maine), Lisa Murkowski (Alaska), Mitt Romney (Utah), Ben Sasse (Nebraska) and Pat Toomey (Pensilvânia).

O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell votou contra a continuação do processo, como esperado.

A votação no Senado teve lugar no final do primeiro dia de debate, bastando uma maioria simples para que o processo avance.

Trump é o primeiro Presidente a ser sujeito a um processo de ‘impeachment’ por duas vezes no mesmo mandato e o único a ser julgado politicamente depois de já ter abandonado o cargo.

A votação de hoje indicia que os democratas não conseguirão reunir os votos favoráveis a uma condenação.

A Constituição determina que a condenação só será válida se tiver o apoio de dois terços dos 100 senadores, ou seja se aos 50 democratas se somarem 17 republicanos, ou seja mais 11 do que aqueles que se juntaram hoje aos democratas.

O julgamento irá continuar na quarta-feira às 12:00 locais de Washington (17:00 em Lisboa). 

Na fase seguinte, cada uma das partes terá 16 horas para apresentar os seus argumentos contra e a favor da condenação. 

Segundo o gabinete do líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, as 16 horas terão de ser usadas em dois dias e nenhuma das partes poderá exceder as 8 horas diárias de exposição de argumentos 

Depois de apresentado o caso, os senadores terão quatro horas para questionar advogados de defesa e acusação, tendo estes depois quatro horas para argumentar acerca da apresentação de documentos ou intimação de testemunhas para depor perante o Senado. 

Caso o Senado aprove as intimações, o que deverá acontecer entre domingo e início da próxima semana, ambas as partes poderão apresentar testemunhas, sendo necessário um acordo sobre esses testemunhos. 

Redação