Um dos vice-presidentes executivos da Comissão Europeia, Frans Timmermans, e a comissária da Saúde, Stella Kyriakides, juntaram-se ao grupo dos altos funcionários europeus em quarentena preventiva após terem estado em contacto com pessoas infetadas com o novo coronavírus.

Após contacto próximo com um positivo para a covid-19, estou em auto-isolamento e a trabalhar a partir de casa. Ficarei aqui aguardando os testes necessários e completando o período de quarentena exigido”, indicou esta segunda-feiraTimmermans, responsável pelo Pacto Verde europeu, na rede social Twitter.

Kyriakides, em quarentena desde domingo pelo mesmo motivo, disse através das redes sociais que se encontra bem e sem sintomas.

A comissária da Saúde alertou na quinta-feira, numa conferência de imprensa, que a União Europeia se encontra num “momento decisivo” para tentar travar uma segunda onda de contágios da epidemia.

Pode ser a nossa última oportunidade para evitar que se repita o que se passou na primavera”, declarou Stella Kyriakides, apelando aos Estados membros para tomarem medidas de controlo “imediatamente” e evitarem um novo período de “confinamentos generalizado”.

Um dia antes, outro vice-presidente da Comissário, o responsável pelos Assuntos Económicos, Valdis Dombrowskis, tinha anunciado que iria fazer quarentena por ter estado em contacto próximo com um caso de SARS-Cov-2. Após um primeiro teste negativo, Dombrowskis tem previsto um segundo teste esta semana.

O primeiro dos altos funcionários europeus a submeter-se a uma quarentena foi o presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, obrigado a adiar a cimeira europeia, prevista para a semana passada, para 01 e 02 de outubro.

O Conselho informou na sexta-feira que Michel tinha dado negativo para o novo coronavírus, pelo que pode abandonar a quarentena.

A Bélgica divulgou  uma média semanal de contágios diários de 1.551,3 novos casos, o que representa um aumento de 17% em relação à semana anterior.

Bruxelas, onde se localizam as principais instituições da União Europeia, é a zona mais afetada do país com cerca de 10% dos testes de diagnóstico positivos, o dobro da média nacional, o que indica que existe uma “circulação real do vírus”, segundo as autoridades.

/ HCL