Uma equipa de cientistas detetou, através de telescópios, a maior explosão registada no espaço desde o Big Bang.

Os cientistas acreditam que esta libertação de energia vem de um buraco negro "super massivo", a cerca de 390 milhões de luz do planeta Terra. 

De acordo com o The Astrophysical Journal, citado pela BBC, a explosão, que ultrapassa em cinco vezes a maior que há registo, deixou uma cratera no agrupamento de galáxias Ophiuchus.

Tentei classificar esta explosão em termos "humanos" e é realmente muito, muito difícil", contou a cientista Melanie Johnston-Hollitt à BBC News.

Telescópios de raios-x europeus e norte-americanos já tinham conseguido detetar a cratera em Ophiuchus. Estes dados foram, entretanto, confirmados por telescópios de baixa frequência localizados na Austrália e na Índia.

A melhor explicação que consigo dar é que esta explosão continuou a ocorrer durante 240 milhões de anos. Seria como detonar mil milhões de mil milhões de megatoneladas de explosivos a cada milésimo de segundo~, durante 240 milhões de anos. É incompreensivelmente grande. Enorme.", acrescentou a cientista.

A quantidade de energia necessária para criar a cratera de Ophiuchus, excede em cinco vezes a que tinha, até hoje, registado o maior valor: a cratera conhecida pela designação MS 0735+74.

De certa forma, esta explosão é semelhante à forma como a erupção do vulcão do Monte Santa Helena em 1980 "arrancou" o topo da montanha", explicou Simona Giacintucci, cientista líder da investigação.

A cientista Melanie Johnston-Hollitt acrescentou: "Para dar uma outra dimensão, [a cavidade] tem cerca de um milhão e meio de anos-luz de diâmetro. Portanto, o buraco que foi perfurado no espaço circundante, no plasma quente dos raios-X, demoraria um milhão e meio de anos para a luz atravessar".

"É absolutamente enorme a quantidade de energia que estamos a falar aqui", concluiu a cientista.

 
/ RL