Ao todo, o Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI, da sigla em inglês) divulgou quatro clips de vídeo que mostram todo o desenrolar do ataque com um carro-bomba, este sábado à noite, junto a um tribunal de Londonderry, na Irlanda do Norte.

São imagens de videovigilância que mostram desde o momento em que o carro foi estacionado, até à bola de fogo em que se transformou.

Num dos clips de vídeo, é possível ver o condutor a abandonar o carro a correr, pela rua vazia.

Noutro, é possível ver um grupo de sete pessoas a passar a pé, no passeio, junto ao carro parqueado. Não é claro se a polícia acha que esse grupo pode estar envolvido no ataque ou não. Neste mesmo excerto do vídeo, pode ainda ver-se quatro carros a passar na rua, que àquela hora estava praticamente deserta.

Cerca de 30 minutos depois, numa altura em que a rua está completamente vazia, vê-se uma bola de fogo e irromper pelo ar (quarto excerto de vídeo divulgado pela polícia).

A polícia deteve, este domingo, dois indivíduos “na casa dos 20 anos”, suspeitos de estarem ligados a este ataque, que as autoridades atribuem ao Novo IRA (conhecido como Verdadeiro IRA até 2012), que dissidiu do grupo paramilitar terrorista da Irlanda do Norte.

Nesta investigação, a nossa principal linha é o Novo IRA. O Novo IRA, tal como muitos outros grupos dissidentes na Irlanda do Norte são pequenos, muito pouco representativos e determinados a levar as pessoas a um passado onde elas não querem estar”, disse o porta-voz da polícia, Constable Mark Hamilton.

O responsável avançou que o carro foi roubado por carjacking a um entregador de pizzas, já na noite de sábado. O assalto terá sido levado a cabo por “dois homens armados”.

Depois do roubo, o carro terá sido armadilhado e conduzido até às imediações do tribunal, onde foi estacionado. Hamilton diz que a polícia acredita que a explosão foi uma “tentativa muito significativa de matar pessoas” e “um ato de maldade”. As autoridades conseguiram evacuar a área “mesmo a tempo” e a bomba explodiu “precisamente quando estavam a abandonar o perímetro”.

O alerta foi dado, em primeiro lugar, através de uma chamada anónima para os Samaritanos, uma instituição de caridade em West Midlands (na Inglaterra), que alertou as autoridades locais. Foi a polícia inglesa que alertou a da Irlanda do Norte.