O avião com 35 diplomatas russos expulsos dos Estados Unidos devido à alegada interferência de Moscovo nas eleições presidenciais norte-americanas deixou Washington no domingo, informaram as agências de notícias russas.

O avião descolou, todos estavam a bordo”, disse a Embaixada da Rússia em Washington, citada pela agência estatal RIA Novosti.

Familiares dos diplomatas estavam também no avião, que saiu de Washington com 96 passageiros a bordo.

Os diplomatas russos foram acusados na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de terem participado numa alegada campanha de ataques informáticos orquestradas pelo Kremlin para influenciar a eleição presidencial dos Estados Unidos com o objetivo de favorecer o candidato republicano, Donald Trump, que venceu as eleições.

"Estas ações seguem-se a repetidos avisos privados e públicos feitos ao Governo russo e são uma resposta necessária e apropriada a esforços para lesar interesses norte-americanos, em violação das normas de comportamento internacional estabelecidas”, precisou Obama.

Os serviços secretos norte-americanos concluíram que o acesso a e-mails do Partido Democrata e da campanha de Hillary e a respetiva divulgação foram levados a cabo para pôr Trump – um ‘outsider’ da política que elogiou Putin – na Sala Oval. 

A Rússia nega, contudo, qualquer envolvimento no processo eleitoral.

Mas Vladimir Putin decidiu não seguir a recomendação do seu ministro dos Negócios Estrangeiros e recusou expulsar diplomatas norte-americanos, como resposta. O presidente russo prefere esperar pelas decisões do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, antes de dar outros passos. Uma decisão que o republicano aplaudiu

Redação / AM / SS - atualizada às 09:22