A Justiça brasileira revogou, na quinta-feira, a prisão domiciliária do ex-assessor do filho de Bolsonaro Fabrício Queiroz, investigado por corrupção, e determinou o regresso à cadeia, noticiou a imprensa local.

A decisão, do juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer, abrange também a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que esteve foragida e deverá agora ser presa, avançou o jornal O Globo.

No início de julho, o juiz-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, autorizou que Fabrício Queiroz, investigado por corrupção, juntamente com o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cumprisse prisão domiciliar.

Na ocasião, a defesa de Queiroz argumentou que a pandemia da covid-19 podia prejudicar a saúde do ex-assessor, que é considerado do grupo de risco por ter feito recentemente um tratamento contra um cancro.

Queiroz e Flávio Bolsonaro são suspeitos de operar um esquema de desvio de dinheiro público através da apropriação de parte do salário de ex-funcionários do filho do chefe de Estado brasileiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), prática ilícita conhecida pelo termo ‘rachadinha’.

O ex-assessor é apontado como o responsável por arrecadar o dinheiro.

A mulher de Queiroz, Marcia de Aguiar, alvo de um mandado de prisão e considerada foragida da Justiça brasileira, também foi beneficiada pela decisão do presidente do STJ e foi autorizada a cumprir prisão domiciliaria, caso a localização fosse conhecida das autoridades.

Queiroz foi preso preventivamente em 18 de junho, na cidade de Atibaia, no interior do estado de São Paulo, do advogado Frederick Wasseff, que trabalhava para a família Bolsonaro.

O ex-assessor foi detido porque os procuradores encontraram indícios de que o acusado continuava a cometer crimes, tentava apagar indícios e falava com testemunhas da investigação.

As movimentações de dinheiro acima dos rendimentos de Fabrício Queiroz chamaram atenção também porque aconteciam através de depósitos e levantamentos em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento do salário dos funcionários da Alerj.

Nesta investigação, o senador Flávio Bolsonaro é suspeito de peculato, branqueamento de capitais e organização criminosa, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro.

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