O Governo venezuelano manifestou solidariedade com os palestinianos e condenou a violência israelita junto à Faixa de Gaza, durante um protesto contra a transferência da embaixada norte-americana para Jerusalém, indicou em comunicado.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em nome do povo e do Governo bolivariano, manifesta a mais enérgica condenação perante as ações de violência cometidas contra o povo irmão palestiniano, na reação israelita à marcha em Gaza, em protesto pela ação unilateral e arbitrária do Governo norte-americano de transferir a embaixada em Israel, de Telavive para Jerusalém", de acordo com um comunicado divulgado em Caracas pelo pelo Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores.

A Venezuela apoia a "justa causa do povo palestiniano e do seu direito de regressar aos territórios que historicamente lhe pertenceram" e une-se "à dor e ao luto" dos familiares das vítimas, fazendo ainda "votos de pronta recuperação dos milhares de afetados", indicou.

O Governo bolivariano expressa, uma vez mais, a absoluta condenação das ações do Governo norte-americano, em conjunto com a força ocupadora israelita, mergulhadas na ilegalidade e totalmente contrárias ao Direito Internacional, que anulam todas as resoluções relativas a este conflito e que minam os esforços para encontrar uma solução pacífica e justa".

Pelo menos 55 palestinianos morreram na segunda-feira e mais de 1.200 ficaram feridos na sequência dos disparos das forças israelitas junto à fronteira com a Faixa de Gaza, onde dezenas de milhares de pessoas protestavam contra a transferência para Jerusalém da embaixada dos Estados Unidos em Israel.

Cinquenta e dois palestinianos foram hoje mortos na Faixa de Gaza por soldados israelitas na fronteira, onde dezenas de milhares protestavam contra a transferência para Jerusalém da embaixada dos Estados Unidos em Israel, indicou o Ministério da Saúde local.