Os 13 filhos de David e Louise Turpin, que durante anos viveram um verdadeiro horror às mãos dos pais, vivem agora felizes, em liberdade, em três casas separadas em Riverside, na Califórnia. 

Segundo a CNN, que cita o diretor do centro médico regional de Corona, Mark Uffer, os 13 irmãos - seis crianças e sete adultos - tiveram alta do hospital recentemente, depois de dois meses internados.

"Houve lágrimas na despedida, por parte deles e das equipas médicas. Disseram que gostavam de nós, que iam ter saudades nossas e que esperavam ver-nos em breve", contou Uffer, confessando que foi difícil ver os 13 irmãos irem embora, mas que espera que eles se adaptem bem à nova vida.

Mark Uffer revelou ainda que, apesar do que supostamente sofreram, "eles ainda têm a capacidade de amar e confiar nas pessoas que são boas para eles". 

"Estamos esperançados que eles possam aprender hábitos de vida, como irem às compras ou cozinhar. Desejamos que estes irmãos corajosos continuem fortes nos próximos passos da sua jornada", acrescentou.

Os irmãos foram distribuídos por três casas, uma vez que as autoridades não encontraram nenhuma família que pudesse acolher os seis menores. As duas crianças mais novas - que precisam de um reforço de atenção - estão juntas numa casa de acolhimento em Riverside, enquanto as restantes estão noutra casa no mesmo condado. 

"A educação era inexistente. A rapariga que escapou, de 17 anos, tinha educação de primeiro ciclo", revelou ainda o diretor do centro médico.

Quanto aos adultos, os sete foram colocados, juntos, numa casa. Apesar de estarem separados, os irmãos estão em contacto regularmente. 

"As crianças falam regularmente pelo Skype. Estão felizes por estarem noutro lugar".

A casa dos horrores, na Califórnia, foi descoberta depois de uma das filhas ter fugido pela janela e alertado a polícia para o cativeiro. Os pais, David Turpin e Louise Turpin, foram formalmente acusados de 12 crimes de tortura, seis crimes de abuso de crianças, sete crimes de abuso a adultos dependentes e 12 crimes por manterem as crianças em cativeiro, podem ser condenados a 94 anos de prisão.