Quatro efectivos da Polícia Militar foram mortos a tiro em 12 horas, entre quinta-feira à noite e a madrugada desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, informaram as autoridades brasileiras.

De acordo com o governador do Estado, Sérgio Cabral, os quatro atentados são uma reacção dos criminosos à política de segurança.

«Há uma reação dos criminosos contra a nossa política de segurança. Nós conseguimos diminuir os homicídios, estamos a prender muito mais marginais e apreender drogas. Hoje já há comunidades sem a presença armada do tráfico e da milícia», disse Cabral aos jornalistas, referindo-se à expulsão de traficantes no controlo de favelas como Dona Marta e Cidade de Deus.

Segundo Cabral, o crime organizado «tenta dar demonstrações de força» mas as autoridades estão «paulatinamente a ganhar esta luta».

Em Rio das Ostras, a 170 quilómetros da cidade do Rio na região conhecida como Baixada Litorânea, um soldado foi morto a tiro, na noite de quinta-feira, ao tentar reagir durante um assalto a uma farmácia.

Em Itaboraí, a 45 quilómetros do Rio, também na Baixada Litorânea, uma cabina da polícia foi atingida por vários disparos na madrugada de hoje. No momento do ataque, estavam dois agentes na cabina, um dos quais foi mortalmente atingido.

Ainda na noite de quinta-feira, dois polícias militares foram assassinados em bairros distintos do Rio, um durante uma tentativa de assalto, enquanto o outro se encontrava de folga.

Dados da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar referem que, desde 2004, foram mortos cerca de dez militares por mês.

Desde o início do ano, foram assassinados, no Rio de Janeiro, pelo menos 23 polícias militares.