Pelo menos 56 pessoas morreram e 200 ficaram feridas no Japão, após passagem do tufão Hagibis, enquanto mais de 110.000 membros de equipas de socorro continuam as operações de busca e resgate, noticiou a emissora pública nipónica NHK.

O ministro da Defesa do Japão, Taro Kono, que ordenou o envio de 31.000 polícias, lembrou, durante uma reunião de emergência, que as primeiras 72 horas são cruciais para salvar vidas.

Mais de 110.000 policias, bombeiros, guarda costeira e exército participam nas operações, segundo dados do Governo.

Os esforços de resgate podem ser dificultados pela previsão de chuva para hoje nas áreas afetadas, especialmente à noite, sendo que as autoridades solicitaram extrema cautela devido ao aumento do risco de inundações e deslizamentos de terra.

Além disso, pediram à população que se afastasse de áreas perigosas, como rios e encostas das montanhas.

O número de mortes causadas pela passagem do tufão Hagibis pelo Japão chegou a pelo menos 56, sendo que uma alta percentagem delas, 13, ocorreu na província de Fukushima e outras oito na vizinha Miyagi (nordeste), de acordo com a NHK.

Cerca de 20 pessoas estão desaparecidas e cerca de 200 ficaram feridas, segundo dados recolhidos pelas forças de resgate e autoridades locais.

O Hagibis tocou terra no sábado pouco antes das 19:00 (13:00 em Lisboa) e, cerca de duas horas depois, chegou à capital japonesa com rajadas de vento até 200 quilómetros por hora, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

Foram disponibilizados 100 helicópteros para as missões de resgate, que tiveram dificuldades em atuar nas zonas mais afetadas por causa da precipitação que caiu o dia todo, afirmou o Governo.

As chuvas de Hagibis, o 19.º tufão da temporada no Pacífico, bateram o recorde durante o fim-de-semana em algumas regiões devido à sua força e extensão, dispersando as intensas precipitações numa zona ampla durante horas.

Em algumas regiões, durante o dia, registou-se 40% da precipitação total de um ano.

As chuvas provocaram o desabamento de vários diques situados junto de, pelo menos, 37 rios e algumas barragens foram abertas para soltar água como medida de emergência, o que, em alguns casos, piorou a situação, segundo o Ministério da Terra, Infraestruturas e Transporte do país.

A província de Nagano, no noroeste de Tóquio, foi das mais afetadas pelo transbordo do rio Chikuma que atravessa aquela região, inundando várias localidades e barricando residentes que tiveram de ser resgatados em helicópteros e embarcações.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ordenou que as autoridades dessem todo o apoio possível às 30 mil pessoas que permanecem deslocadas e salientou, durante a reunião de emergência com os ministros, que estão disponíveis 200 camiões de bombeamento para drenar as zonas inundadas.

Para além das áreas residenciais, as inundações afetaram estradas, pontes ferroviárias, várias colheitas e cultivos.