Uma italiana, que sofreu um aborto no hospital, descobriu o feto do filho enterrado num cemitério de Roma, Itália. 

A descoberta macabra aconteceu por acaso, quando a mulher reparou numa cruz onde constavam os seus dados pessoais. Denunciou o caso nas redes sociais e, após a denúncia, mais mães que abortaram descobriram os seus nomes no cemitério Flaminio.

Nenhuma das queixosas consentiu que os fetos fossem enterrados naquele lugar.

A história é contada nesta sexta-feira pela imprensa italiana e o sucedido deu já origem a uma investigação. Várias associações estudam, ainda, a possibilidade de uma ação legal coletiva.

Marta, assim é identificada a mulher que denunciou o caso, estava no cemitério Flaminio, quando foi ao "Jardim dos Anjos" daquele recinto, um espaço que acolhe os fetos abortados, e reparou numa cruz com o seu nome e apelidos.

Pelo menos um dos hospitais, San Camillo, onde se realizou um dos abortos declina qualquer responsabilidade sobre os enterros. O mesmo sucede com a gestora da rede de cemitérios da capital.

A imprensa italiana escreve que há associações religiosas que têm acordos com hospitais para tratar do que a lei define como "produtos abortivos", acordos esses que permitem enterrar restos mortais não reclamados, sem consultar a progenitora ou a família.

Por três vezes perguntei ao médico, depois do aborto, o que aconteceu ao feto e por três vezes me respondeu 'não sabemos'. Ontem descobri que o enterraram no cemitério Flaminio de Roma, com uma cruz com o meu nome. Ver o meu nome nessa feia cruz de ferro, gelada, foi outra punhalada muito profunda, uma dor infinita e uma raiva enorme", escreveu uma das mães numa publicação nas redes sociais.

 

Redação / CM