A 16 de outubro de 1953, Fidel Castro vai a tribunal para ouvir a sua sentença. Tinha sido detido durante uma tentativa de derrubar o regime de Fulgencio Batista que ficou conhecida como «Assalto ao Quartel Moncada». Aproveita então a sua formação em Direito para se proclamar como o seu próprio advogado de defesa.

Durante quatro horas, faz a sua auto-defesa. Passou de acusado, a acusador. Ataca o regime, acusa Batista de ser um «tirano», denuncia o desemprego, a falta de saúde e educação para todos. No fim, perante a evidência de que será condenado, conclui:

Quanto a mim, sei que a prisão será dura como nunca o foi para ninguém, cheia de ameaças, de uma ruim e covarde crueldade, mas não a temo, como não temo a fúria do miserável tirano que tirou a vida a 70 dos meus irmãos. Condena-me, não me importo. A história me absolverá.

Nesta nuvem de palavras, poderá ver os termos mais utilizados então por Fidel Castro, num discurso que mais tarde se tornou uma obra, ainda hoje editada e publicada em vários países.

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Nesta reportagem, pode ver o local do julgamento, as imagens deste dia e o testemunho da jornalista Marta Rojas, que estava lá.