Carismático e polémico, Fidel Castro sempre preservou a vida íntima mas, mesmo depois da sua morte, ninguém lhe esquece a fama de mulherengo.

Com muitas amantes e pai de, pelo menos, dez filhos, o líder revelou a Ann Lousie Bardach, em 1993, quando questionado sobre o número de filhos, que era pai de “quase uma tribo”. Os detalhes foram revelados pela jornalista norte-americana no seu livro “Without Fidel” e desvendam alguns detalhes da sua vida privada.

Há quem diga mesmo que o líder da revolução cubana dormiu com mais de 35 mil mulheres. São estas as mulheres da vida de Fidel:

A mãe, que foi amante antes de esposa

O pai de Fidel Castro, Angel, era um imigrante espanhol que enriqueceu graças ao cultivo de açúcar. Tinha extensas terras, onde vivia com a mulher e os dois filhos, mas, na década de 20, conheceu Lina Ruz, 27 anos mais nova do que ele, e de quem se tornou amante.

Dela teve sete filhos, o terceiro dos quais Fidel.

Mirta Díaz-Balart, a esposa da juventude

Foi a primeira mulher oficial de Fidel. Ter-se-ão apaixonado na faculdade, em 1946, e acabaram por casar dois anos mais tarde, em outubro de 1948. Passaram a lua de mel em Miami, cidade americana que anos mais tarde seria refúgio escolhido pela maioria dos exilados cubanos. Tiveram um filho, Fidelito, em 1949, mas acabaram por se divorciar em 1955.

Mirta voltou a casar com o filho de um embaixador cubano, Emilio Blanco.

Dalia Soto del Valle, a “primeira-dama invisível”

Mulher de Fidel durante mais de 40 anos, Dalia é quase uma completa estranha do povo cubano. Sempre recatada e afastada das câmaras, manteve-se ao lado do líder mas sempre longe da vida pública.

Conheceram-se na década de 1960, mas só se terão casado em 1980, em segredo. Fidel terá tido cinco filhos com Dalia Soto del Valle, ainda antes do casamento, todos rapazes e com nomes começados pela letra “A”: Alexis, Alexander, Antonio, Alejandro e Angel.

Mas, segundo a investigação de Anne Louise Bardach, o líder cubano teve outros filhos entre o divórcio de Mirta e a segunda união.

Celia, a confidente e amiga

Celia Sanchez é uma figura chave na revolução cubana e amiga próxima de Fidel. Muitos acreditam que desempenhou um papel fundamental na vida do líder.

Participou como guerrilheira na luta armada, teve grande influência no governo e envolveu-se em todas as mudanças que o país experimentou nas duas primeiras décadas de Castro. Há rumores de que poderão ter sido amantes.

Sanchez morreu de cancro do pulmão em 1980.

Natalia, a namorada aristocrática

Natalia Revuelta, uma mulher de alta sociedade cubana, é a mãe da filha de Fidel Alina Fernández.

Embora pertencesse a uma família aristocrática de origem britânica, colaborou com a revolução após o golpe de Batista. Vendeu joias para pagar armas e escreveu a Castro enquanto este estava no exílio no México. Foram amantes, apesar de ambos serem casados.

Após o nascimento da filha e o regresso de Fidel, Natalia separou-se dele, mas continuou a apoiar a revolução.

Marita Lorenz, a espiã que se apaixonou por Fidel

Alemã-americana, Marita Lorenz, alegada amante de Fidel, foi contratada pela CIA para lhe dar comprimidos envenenados. Não o fez e, mesmo depois de ter abortado de um filho do líder ao sétimo mês de gravidez, ainda contou do plano a Fidel, dizendo que ainda o amava.

Voltou a Cuba para visitá-lo uma última vez em 1981.

María Laborde, a fã com quem teve um filho

O livro de Anne Lousie Bachard revela ainda que Fidel se envolveu com María Laborde, uma fã com quem terá tido um filho, seis meses antes de nascer Fidelito.

Fidel Castro morreu esta sexta-feira, aos 90 anos, cerca das 22:29 locais (03:29 de sábado em Lisboa). O anúncio foi feito pelo irmão, Raúl Castro, na televisão estatal. Raul terminou o anúncio com o grito: “Até à vitória, sempre!”.

Tomásia Sousa