Não temos nada contra turistas. Sabemos que são uma mais valia para a nossa cidade”, afirmou Dario Nardella, presidente da Câmara de Florença, em Itália, ao jornal britânico The Guardian. Mas o que é certo, é que o autarca não quer que os turistas se sentem nas escadarias de alguns monumentos conhecidos da cidade, durante a hora de almoço. E já sabe como o impedir.

Serão colocadas mangueiras nas escadas e estas vão funcionar durante a hora de almoço.

Não queremos que as pessoas acampem. Se se sentarem, vão molhar-se. Em vez de passarmos multas, considerámos que esta era uma forma mais elegante de o fazer”, explicou ao jornal.

Na base da decisão do autarca está o facto de alguns turistas, depois de comerem sentados nas escadas, deixarem o lixo sem mostrarem respeito pelos outros turistas, pelos habitantes locais e, até, pelos monumentos da cidade renascentista.

Um dos locais onde é frequente isso acontecer é junto à Basílica de Santa Cruz. É neste local, uma das principais basílicas da igreja católica, que está sepultado Michelangelo (ou Miguel Ângelo – um nome grande da história da arte). Mas não só. As mangueiras serão usadas noutros locais como, por exemplo, a Basílica de Santa Maria do Espírito Santo.

Basílica de Santa Cruz (Wikimedia - Foto de Ricardo André Frantz)

O centro da cidade de Florença, considerado património mundial pela UNESCO, irá ser alvo de uma experiência, para se perceber se os turistas podem ser desencorajados a fazer as refeições nas escadarias.

Na verdade, desde que chegou ao poder, em 2014, Dario Nardella já implementou diversos regulamentos relacionados com o turismo. Florença recebe anualmente 12 milhões de turistas.

Preocupado com o aumento de cadeias de fast-food, destinada a turistas “de mochila às costas”, em janeiro deste ano, os restaurantes do centro da cidade foram limitados, pela autarquia a usar produtos típicos da cidade e região da Toscana. Dario Nardella, chegou mesmo a não autorizar a cadeia McDonald’s a abrir um restaurante na Praça da Catedral, levando a empresa norte-americana e exigir 11 milhões de euros por danos.