O autor confesso do tiroteio numa escola dos Estados Unidos da América, que provocou 17 mortos e 14 feridos, sofria de depressão, deficit de atenção e autismo, de acordo com o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida.

Esta entidade vai publicar um documento sobre o homicida, Nikolas Cruz, de 19 anos, e ex-aluno da escola de Parkland, mas o jornal Miami Herald avançou que o relatório, aberto em setembro de 2016, considerava aquele “vulnerável” e com vários problemas mentais.

O jornal adianta que esta situação levou os médicos a receitar mais medicamentos para os distúrbios mentais.

O advogado do Departamento de Crianças e Famílias da Flórida pediu ao tribunal para que divulgasse o relatório.

Este tipo de informações é confidencial, mas o juiz que aprovou a publicação considera que, com os seus atos, Nikolas Cruz, perdeu praticamente todo o seu direito à privacidade, além de que a defesa do jovem também não se opôs a esta possibilidade.

Aliás, a defesa deverá argumentar que as autoridades ignoraram “os pedidos de ajuda sistemáticos” do jovem.

Após ter confessado o crime, a dúvida que permanece em relação a Nikolas Cruz é se será condenado à execução ou à prisão perpétua, pelo que o estado da sua saúde mental será fundamental para a decisão.

Os alunos do liceu Marjory Stoneman Douglas, onde ocorreu o tiroteio, pensavam que quando o alarme soou se tratava de mais um simulacro de incêndio, idêntico ao que tinham feito horas antes.

Tal exercício tinha-os obrigado a deixar as salas mais cedo, logo, quando o alarme voltou a disparar na quarta-feira à tarde, pouco antes da hora de saída, voltaram a dirigir-se aos corredores.

Foi nessa altura que, segundo a polícia, Nikolas Cruz, de 19 anos, equipado com uma máscara de gás, granadas de fumo e várias revistas de munições, abriu fogo com uma arma semiautomática.

Foi o tiroteio mais mortal nas escolas do país desde que um homem armado atacou uma escola primária em Newtown, Connecticut, há mais de cinco anos.

/ SS